Archive for setembro, 2014

Fundamental para continuar a caminhada com felicidade

Fundamental para continuar a caminhada com felicidade.Traz outra cerveja, pois ainda tem um pouco de amendoim. Deixa esse passado pra trás e senta aqui ao meu lado. Vem fazer a vida de aperitivo, valorizando as coisas simples que nos deixam feliz. Hoje é o que importa e, se amanhã der azia, a gente compra um sal de fruta. Guarde as coisas boas no peito, as experiências na memória e as lembranças na biblioteca de fotos do seu celular. Mas, deleta tudo o que for spam.

Bebe outro gole enquanto eu lhe digo pela última vez: larguemos os fardos pra trás para podermos pegar coisas novas. Tem outras que nem valem a pena reciclar, pois o peso vai ser o mesmo. Afinal, sem as ilusões, sem as frustrações, fica muito difícil valorizar nossas emoções. Algumas coisas ficam esquecidas, óbvio. Do resto, ficam algumas mudanças, novos rumos e algumas mesmices. Faz parte.

Você lembra quando estávamos no meio do caos? E mesmo assim ainda mantivemos as paredes pintadas, o chão varrido e o branco dos olhos. Sabe, interromper ciclos foi importante para nos libertar de repetições que nos acompanham no cotidiano. Foi uma ventania forte, eu concordo. Sacodiu tanta coisa e, eu sei, não precisava haver tanta tempestade. Mas era preciso saber como fazer, como encarar, como viver. E se lembrar disso é fundamental para continuar a caminhada com felicidade.

Escuta aqui, antes que essa cerveja esquente, deixa eu lhe lembrar de que nossos pés sempre estiveram no chão. E hoje, esses nossos pés estão juntos, no mesmo caminho, calejados e até surrados. Pés que sim, escorregaram, porém estão mais firmes e permitem agora que nossas asas se abram para o infinito da vida. Mas, antes de sairmos voando por aí, traz logo outro saco de amendoim, pois ainda tem um pouco de cerveja.

Bruno Cazonatti

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setembro 16, 2014 at 9:17 pm Deixe um comentário

É a vida feita para quem não é fraco

É a vida feita para quem não é fracoÉ o despertador que toca, um aperto no soneca e outro atraso está garantido. Um trem que já vem lotado, o email não respondido e o tempo que já se perdeu. A espera que deu sono, outro copo de café e uma nova mensagem no WhatsApp. É uma crise de identidade, um pesar na consciência e um aperto no peito. São lembranças singelas dos nossos melhores momentos, registrados juntos com minhas pornografias no celular. Tarado! Uma nova amizade conquistada, um beco sem saída e o coração dilacerado. É menos açúcar no sangue e sal na comida. É a moda do suco verde. Mais confiança diante do espelho, menos maquiagem em corrente da rede social. Menos fé no amor sem atitude, mais saúde em brindes no bar.

É uma fuga da estrada, um avanço de sinal e carteira perdida na Lei Seca. Um disfarce de saudade que não bateu, outro sorriso bobo e uma piada censurada. Um monte de frases que só começa com eu, verbos que se conjugam sem o nós e indiretas postadas no twitter. É um emaranhado de sensações, o embrulho no estômago e um presente de grego. Otário! É algo que foi breve e deveria durar. Filas nas portas de restaurantes, dentes brancos com hálito puro e promessas de vida nova em fotos nunca reveladas. É poesia nas flores murchas de um buquê no lixo, ligação não atendida e o desaprender dos meus limites. Para mais paixões avassaladoras e relacionamentos doentios.

É o acaso que nunca aconteceu, um medo maior que meus sonhos e o destino pregando suas peças. É Deus dando risada enquanto faço planos. Outro selfie para o Instagram, comentário banal sobre política e violência baseada na intolerância. O vencimento da carteira falsa de estudante e uma vida que não me deu o desconto da meia entrada. Mais um avião que decola, outra carta que não foi enviada e a restituição do imposto retido na malha fina do leão. Ladrão! Aquele sonho que nunca se realizou, a certeza da perda de quem nunca ganhou e porta batida que nunca emperrou. . Foi tudo o que eu deveria ter sido, mas quando o despertador tocou, apertei o soneca e me atrasei para tudo o que lembro do que não vivi, o suficiente para esquecer.

Bruno Cazonatti

setembro 3, 2014 at 9:33 pm Deixe um comentário


O Poeta Corrosivo:

Bruno Cazonatti - Carioca, balzaquiano. Um redator feito de resto das estrelas, que insere neste espaço os seus textos e segredos de muitas lembranças caladas, rascunhos amassados e a poeira dos pés da sua curta estrada.
Faz poesia barata com seus segredos revelados em textos compostos de desejos implícitos, e apimenta suas letras mudas, com contos imaginários, salpicados da acidez que aparece entre raios de sol e a tempestade de palavras com aroma de chuva.
Tudo isso, bem misturado às mensagens rabiscadas na essência da sua vida.
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Às vezes balbucio algo no Twitter:

  • Aos trancos e barrancos, isso aqui é @Flamengo! 2 weeks ago
  • O @Flamengo não jogou NADA o ano inteiro. Não tem poder de decisão algum. Mas vamos lá nos iludir com o "ano mágico 2018". 2 weeks ago
  • Vamos torcer pros caras honrarem o polpudo salário em dia e classificar nessa competição pra, ao menos, termos um prêmio de consolação 2 weeks ago
  • Parece que as pessoas se contentam com a porra de um Carioca e acha que o resto vem na sorte, vem no "deixa a vida me levar"... 2 weeks ago
  • Quase não tenho usado o Twitter, porque me torno repetitivo e parece que os meses, os anos, não passam. Tudo a mesma coisa. 2 weeks ago