Archive for julho, 2014

Nunca terminar de começar


recomeçar
Quando os caminhos se perdem, é preciso voltar ao começo. Refletir, analisar, achar o que desviou a nossa paz. Aceitar os erros, perdoar os deslizes, reconhecer a imperfeição.

Papo de refazer o contrato, estabelecer novas metas que fortificam e garantem um acordo para sermos  felizes. E nós não temos apenas o tempo, mas sim, toda a vida para realizar os nossos sonhos.

Basta apenas que você queira estar comigo, do jeito que sou, do jeito que for. Como eu quero estar com você da maneira que você é, seja para o que Deus quiser.

Tem que ser bom para nós e, assim, nunca mais desatar nossos nós. A vida é feita para isso, se encontrar, se perder, se reencontrar e seguir, a cada amanhecer e pôr do sol.

Abri os olhos e levantei, pois nem sempre é o despertador que nos acorda na melhor hora do sonho, ou na pior do pesadelo. Mas, tal qual ditado, cada novo dia é uma chance pra ser melhor que ontem.

Hoje aprendi que é preciso nunca terminar de começar.

Bruno Cazonatti

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julho 21, 2014 at 9:17 pm Deixe um comentário

O adeus que não merece um poema.

FIM O coração dele ainda estava cheio dela. Transbordava sentimentos, sem medos de errar por demasiado bem querer. E sempre a quis, tanto, tanto… Aquele cheiro, que somente ele sentia, exalava um perfume de aroma raro, desses que não se guarda em frasco e só se conhece uma única vez na vida. Tudo era tão ótimo, que se fosse bom, sempre era menos do que eles mereciam. Intenso, rápido e certeiro. Viviam toda uma harmonia que surgia de tudo o que é simples, das coisas puras de quem não precisa buscar pela perfeição.

O abismo era a bagagem. Na mala, as dores passadas misturadas ao medo tolo, sempre a fazendo ser menos. Levava sempre o seu passado-presente no bolso, guardando-o sempre para sabe-se lá o quê. Nunca se desfez do que deveria ter deixado no pretérito, preterindo o presente que, só foi notado realmente, quando o perdeu e, fez dele agora, o seu novo passado. Amou-a, sem medir a hora de dizer “eu te amo”, sob as luzes do sol e o brilho da lua. Sem motivo algum, sem cobrar nada. Sem razão para o pertencimento, sem elos, sem amarras.

Era um errado que deu certo, tudo aquilo que o moveu depressa rumo a ela. E logo o coração dele arrumou espaço para recebê-la, para sempre tê-la… Fez dela, sua morada. E ele sempre acreditou e lutou por um “nós”, algo que deveria existir, mas, que falhou muitas vezes por faltar o ela. Tolo ele, que enquanto traçava planos para ser um casal feliz, ela voltava ao passado. Mas, nunca daria certo se só apenas um deles quisesse de verdade. Não teve sentimento-reflexo, o medo calou o desejo.

E quando ele estava dando conta de que, talvez, tivesse realmente encontrado tudo aquilo que sequer esperava, aquela mulher com que seria capaz de sonhar – e realizar – uma vida inteira, derrubou-o como se ela fosse uma adolescente em crise de existência. Trocou-o pelo futuro do pretérito, após cair em si, tal uma religiosa que comete seus pecados, pelos simples fatos de querer sempre viver se arrependendo deles.

Ele ficou com a dor aguda no peito dilacerado, por saber que viveram coisas tão simples e fantásticas, e que até poderiam ter vivido, mas o tudo deu em nada. Sobrou para ele a experiência e o aprendizado, ciente de que jamais falhou por entregar tanto amor, mas talvez por não viver e nem deixa-la viver seu luto de um amor mal curado. Hoje, ele ainda não sabe o que dizer quando perguntarem sobre ela, que tanto parecia ser dele. Assim como tudo que ela fala hoje, não é tudo que ela quis dizer ontem.

Resolveu se perder de amor por ela, e ela resolveu perdê-lo. Mas ele nunca mais perderá seu tempo com sofrimento, tempo este que também serve para curar a abstinência de tudo que foi bom. Não quer mais saber de seus sorrisos com suas piadas, dos suspiros com seus beijos, do sincronismo e das suas formas de encaixar seu corpo junto ao dele. Nem quer mais seu cheiro em suas camisas ou nas fronhas do travesseiro. Porque agora ele resolveu chorar, apenas por ele. E decidiu parar de querê-la, mas não de falar a verdade. Porque se não fossem as verdades, ninguém viveria de mentiras…

julho 7, 2014 at 8:00 pm Deixe um comentário


O Poeta Corrosivo:

Bruno Cazonatti - Carioca, balzaquiano. Um redator feito de resto das estrelas, que insere neste espaço os seus textos e segredos de muitas lembranças caladas, rascunhos amassados e a poeira dos pés da sua curta estrada.
Faz poesia barata com seus segredos revelados em textos compostos de desejos implícitos, e apimenta suas letras mudas, com contos imaginários, salpicados da acidez que aparece entre raios de sol e a tempestade de palavras com aroma de chuva.
Tudo isso, bem misturado às mensagens rabiscadas na essência da sua vida.
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Às vezes balbucio algo no Twitter:

  • Aos trancos e barrancos, isso aqui é @Flamengo! 2 weeks ago
  • O @Flamengo não jogou NADA o ano inteiro. Não tem poder de decisão algum. Mas vamos lá nos iludir com o "ano mágico 2018". 2 weeks ago
  • Vamos torcer pros caras honrarem o polpudo salário em dia e classificar nessa competição pra, ao menos, termos um prêmio de consolação 2 weeks ago
  • Parece que as pessoas se contentam com a porra de um Carioca e acha que o resto vem na sorte, vem no "deixa a vida me levar"... 2 weeks ago
  • Quase não tenho usado o Twitter, porque me torno repetitivo e parece que os meses, os anos, não passam. Tudo a mesma coisa. 2 weeks ago