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Pra nunca mais nos sentirmos sós

coraçãoO destino não é acaso. E ela me fez acreditar mesmo nisso. Cada vez mais, que a cada dia menos quero estar só. Mais, só com ela. Deu liga, encaixe, ou aquele negócio que resolvi chamar de sincronismo. Aquela paz que dá no peito, de ter a sorte de contemplar cada sorriso. Vidas que se cruzam, que se parecem em enredos disformes. Uma chance para nós, de um errado que deu certo. O sol que me traz um novo tempo. Dessa sintonia que é difícil de encontrar, e que me faz querer lutar para querer pra sempre.

Me perco olhando em seus olhos, sem balbuciar palavra alguma. Contemplando o rosto, aproveitando cada cor. Decifrando. Confirmando que esse sentimento cresce e que fica difícil adjetivar o sentimento. Mas, apenas para não assustar, pra não encabular. Porque pra mim é tudo mesmo verdadeiro, apesar de poder parecer tão cedo. Tanto em tão pouco. Pouco tudo que ainda não me basta. Um querer de mais e mais.

Cada beijo é como se fosse o primeiro. Cada toque, um arrepio. Sensações que se renovam toda vez que eu encosto nela. Minhas mãos passeiam por cada poro, não sossegam.  Não cansam. Nossos sussurros, gozos e resmungos. Lua. Porque os corpos parecem ter ímãs que procuram encaixes, mesmo quando o sono bate. Ofereço carinhos sem fim, e um coração numa bandeja. Mesmo que ela esqueça, meus olhos gritam mais do que qualquer palavra dita. E cada olhar berra promessa de amor sincero.

Um fascínio não passageiro. Alguém que encontrei sem procurar. Quis e quero, conquistando todos os dias, a cada novo despertar.  E eu vou em busca da felicidade, fazendo cada momento nosso, o começo de algo que nunca termina. Mostrando a ela, um dia de cada vez, que é única, que é livre mesmo sendo minha. Porque sou dela, só dela. Pra fazer o melhor, amar de verdade como nunca antes. Pra nunca mais nos sentirmos sós.

Bruno Cazonatti

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abril 28, 2014 at 6:55 pm Deixe um comentário


O Poeta Corrosivo:

Bruno Cazonatti - Carioca, balzaquiano. Um redator feito de resto das estrelas, que insere neste espaço os seus textos e segredos de muitas lembranças caladas, rascunhos amassados e a poeira dos pés da sua curta estrada.
Faz poesia barata com seus segredos revelados em textos compostos de desejos implícitos, e apimenta suas letras mudas, com contos imaginários, salpicados da acidez que aparece entre raios de sol e a tempestade de palavras com aroma de chuva.
Tudo isso, bem misturado às mensagens rabiscadas na essência da sua vida.
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Às vezes balbucio algo no Twitter:

  • Aos trancos e barrancos, isso aqui é @Flamengo! 2 weeks ago
  • O @Flamengo não jogou NADA o ano inteiro. Não tem poder de decisão algum. Mas vamos lá nos iludir com o "ano mágico 2018". 2 weeks ago
  • Vamos torcer pros caras honrarem o polpudo salário em dia e classificar nessa competição pra, ao menos, termos um prêmio de consolação 2 weeks ago
  • Parece que as pessoas se contentam com a porra de um Carioca e acha que o resto vem na sorte, vem no "deixa a vida me levar"... 2 weeks ago
  • Quase não tenho usado o Twitter, porque me torno repetitivo e parece que os meses, os anos, não passam. Tudo a mesma coisa. 2 weeks ago