Archive for junho, 2011

Gira Mundo

Eu sou o que não fui
Fiquei pelo caminho
Metade
Antes tarde
Só memórias na bagagem

Esqueço com o silêncio
Sinto a dor calado
Mudo
Meu suspiro berra
Sussurro

Independente da verdade
Já é tarde
Assumo os atos
Mas desato
Nós

Bruno Cazonatti

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junho 15, 2011 at 6:07 pm Deixe um comentário

Me acho em você quando nem lembrava mais de mim.

Não consigo lhe dizer adeus. Despedida é sempre difícil. Mas por que eu tenho que fazer isso, se estou curtindo tanto tanto tanto? Porque sou metade e isso é injusto. Só gosto de lhe dar tchau, pois sei que assim voltarei depois de um amanhã sem futuro. Então eu retorno mais renovado, querendo mais, mesmo sendo menos. E se eu sinto medo de não tê-la mais tarde, guardo todos os abraços e beijos como se fossem os últimos.

Sei que cresço a cada dia em você e a recíproca já se tornou clichê. Como isso é perigoso, mulher! Penso em desaparecer com as lembranças dos seus olhos e sorriso, mas te reencontro em cada som, em cada escrita. Leio os seus sinais em cada esquina da minha mente. E o cheiro? Meu êxtase. Vasculho minhas lembranças para redescobrir o seu aroma em nossas fugas. Sou covarde, não estou preparado para lidar com perdas. O foda é que não consigo arrancá-la do que sou, e sou tudo aquilo que você desperta em mim. Revigorado, me sentindo vivo novamente. Me acho em você quando nem lembrava mais de mim.

Não quero te machucar. Quero te curtir. Mas o deixar rolar é preocupante demais. Foge o controle e a ferida se abre. Pois sempre haverá amantes tristes em dias de sol e apaixonados felizes nos dias de chuva. Tempestades de emoções. Ah se eu soubesse o que faço… continuaria fazendo. E, se não sei, por favor, duvide da minha alegria e entenda a minha indiferença. Compreenda a minha preocupação. Se não tivesse envolvimento, seria mais fácil. Se não houvesse um compromisso, seria possível.

Difícil é finalizar um sentimento e, os meus melhores, sempre estão começando ao seu lado. Por isso, devo terminar para não me repetir. Pelo menos nestas linhas. Pois, prefiro me abandonar, já que me amarrei nesse caso por acaso Sem pretensão de encontrar uma paixão a qualquer preço. Mas qualquer preço não é paixão. Isso é uma mentira que cria uma nova mentira para proteger a verdade. Assim, fujo de mim e de nós. Passo a ser o que não planejei. Pois você me cura do que ainda nem adoeci.

Bruno Cazonatti

junho 13, 2011 at 8:36 pm Deixe um comentário


O Poeta Corrosivo:

Bruno Cazonatti - Carioca, balzaquiano. Um redator feito de resto das estrelas, que insere neste espaço os seus textos e segredos de muitas lembranças caladas, rascunhos amassados e a poeira dos pés da sua curta estrada.
Faz poesia barata com seus segredos revelados em textos compostos de desejos implícitos, e apimenta suas letras mudas, com contos imaginários, salpicados da acidez que aparece entre raios de sol e a tempestade de palavras com aroma de chuva.
Tudo isso, bem misturado às mensagens rabiscadas na essência da sua vida.
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Às vezes balbucio algo no Twitter:

  • Aos trancos e barrancos, isso aqui é @Flamengo! 2 weeks ago
  • O @Flamengo não jogou NADA o ano inteiro. Não tem poder de decisão algum. Mas vamos lá nos iludir com o "ano mágico 2018". 2 weeks ago
  • Vamos torcer pros caras honrarem o polpudo salário em dia e classificar nessa competição pra, ao menos, termos um prêmio de consolação 2 weeks ago
  • Parece que as pessoas se contentam com a porra de um Carioca e acha que o resto vem na sorte, vem no "deixa a vida me levar"... 2 weeks ago
  • Quase não tenho usado o Twitter, porque me torno repetitivo e parece que os meses, os anos, não passam. Tudo a mesma coisa. 2 weeks ago