Sou Vadio

abril 15, 2010 at 9:23 pm 8 comentários

É muito chato esse negócio de nhenhenhém, sabia? Você pode até ser bonitinha, gostosa, mas eu não suporto mulher chata. Odeio aporrinhação. Sabe, é tanta lamúria por qualquer bobagem. Ah, não fode, né? Seu mundinho cor de rosa não combina com o cinza dos meus dias nublados. Sim, eu sou intempestivo e tenho meus gênios e trejeitos. O impulso às vezes me arrebata e eu não consigo levar tudo à moda caralho. Não mesmo. E, se o sol raiar, deixa eu derramar tudo com abundância.

Você nem trepa tão bem assim. Olha que eu já fui bagunçado e descabelei muitas outras paixões em metros quadrados que permitem tudo. Templos de Afrodite em qualquer motel barato. Sexo bem feito, posições, línguas e gozos. Porra, e você me vem cheia de frescura? Não dá não. Vai pegar o pau com guardanapo também? Se entrega, caramba! E aí, no exato momento em que você ficar com as pernas bambas, mete o pé e não telefona. Curte o lance, mas separe as coisas, ok? Chega de papai-mamãe e boa noite.

Engole tudo. Perca a timidez, sem-vergonha. Esquece as palavras românticas e as letras de Drummond, Vinícius e Pessoa. Vou te confessar uma coisa, odeio aquele CD escroto. Música boba, com rimas tolas e melodia para embalar uma soneca. Eu sou rock ´n roll. Putaria é putaria e, mesmo eu sendo carinhoso, romântico e poeta, gosto de muita sacanagem quando encontro uma fresta. Viva as prostitutas da Antiga Grécia e as putas da Lapa. Amo as vagabundas! Gosto do amor, mas adoro perder o pudor. Não tem disse me disse, certo ou errado. Somos humanos com instinto animal. Bichos que chupam, lambem, mordem e arranham. Eu sou um grande safado que reverencia o puta orgasmo e goza na cara da porra da vida. Sou vadio.

Entry filed under: Ácidos.

Basta que Haja Gozo na Carne do Fêmur

8 Comentários Add your own

  • 1. luana  |  abril 19, 2010 às 12:57 am

    uau! que revelation 😛
    hey, vc tah de volta?
    senti falta do ácido, se é que isso faz algum sentido 🙂
    :*

    Responder
  • 2. João Paulo  |  abril 22, 2010 às 2:54 am

    Bruno, é isso ai. Ser devasso, ser vadio faz parte do homem, o gozo depende de tudo isso. Nem só de poesia vive o poeta, Maiakóvski sabia aproveitar todas as frestas.

    abração,

    Responder
  • 3. Sônia  |  abril 22, 2010 às 11:25 am

    Sério?!KKKKKKKKK
    Belo texto Bruno! Revelador…rs

    Bom dia!

    Responder
  • 4. Gildson Souza  |  abril 22, 2010 às 6:11 pm

    Tudo tem a sua hora. Até o lirismo tem seus limites. Bom texto.

    Responder
  • 5. Ana Carolina Freitas  |  abril 23, 2010 às 3:32 pm

    Uhuuuuuu!!!!!!
    Pensei que não ia ler mais nenhum texto seu… rs Mas voltou e voltou matando a pau!!!!! Texto “do caralho” rsrsrs Adorei!!!!
    Beijoooos!

    Responder
  • 6. Vivi...  |  abril 25, 2010 às 5:53 am

    Intenso !
    bjus, Vv.

    Responder
  • 7. Thúlio Jardim  |  maio 3, 2010 às 6:02 am

    “Vai pegar o pau com guardanapo também? Se entrega, caramba! ” – essa foi ótima.

    Já tá na lista do meus blogs parceiros!

    Responder
  • 8. fina flor  |  maio 14, 2010 às 4:15 am

    kkkkk, fazia tempo que não passava por aqui, cheguei num dia de ira, kkkk

    mulher ou homem chato não rola, #fora com os chatos!

    beijos, querido e bom fim de semana

    MM.

    Responder

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O Poeta Corrosivo:

Bruno Cazonatti - Carioca, balzaquiano. Um redator feito de resto das estrelas, que insere neste espaço os seus textos e segredos de muitas lembranças caladas, rascunhos amassados e a poeira dos pés da sua curta estrada.
Faz poesia barata com seus segredos revelados em textos compostos de desejos implícitos, e apimenta suas letras mudas, com contos imaginários, salpicados da acidez que aparece entre raios de sol e a tempestade de palavras com aroma de chuva.
Tudo isso, bem misturado às mensagens rabiscadas na essência da sua vida.
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