Palavras Que Não Poderia Ter Dito

novembro 21, 2008 at 3:40 pm 13 comentários

Palavras

Desculpo-me pelas mulheres que não amei. Liberdade é o vento, que entra pela janela do carro. O amor pode ser a brisa. Nunca consegui saber de fato, como denominar este sentimento que às vezes instiga. Eu o vejo na água, tornando o mar crespo. Então o amor pode ser vento, quando as flores bailam ao relento. Porém, tudo fica irritantemente mais belo. Dose em dobro de açúcar e música cheia de poema singelo. Mas, o furacão também é vento. Devasta.

Eu odeio essa coisa de amor. Preocupações, telefonemas e cartas. Sempre a perda é amarga. Medo de errar, ciúmes boçais e tampa da privada sempre abaixada. Um saco! Sexo mais gostoso e excitante acontece com os ‘casos’. Tudo sem obrigação. Pelo menos até alguns dias, ou meses. Bom mesmo é o tesão da primeira trepada. Ninguém impede o outro com negativas e censuras. Muitas travessuras e menos palavras chatas. Absurdas.

Celebro todas as fodas e festas que fiz entre frestas e forras. Sem precisar conhecer sogras e as sobras do dia anterior. Beijos de língua sem gastar muita lábia. Arrependo-me pelas palavras que não poderia ter dito. Muitos ‘te amo’ em vão, sem saber o quão relevante eles são. Olha, não sou tão cruel assim. Mas tudo é por querer apenas viver mais em mim. Por mim.

Tenho ânsia. Não quero perder o futebol na televisão e a cerveja com os amigos. Depois do gozo, também quero mais espaço na cama. Nunca fui de aturar TPM, por isso sigo em frente para manter minha excitação por outros ventres. Minha ereção é uma religião que não permite monogamia. Minha compaixão é ato de heresia. Às mulheres que não amei, somente as desculpas sem sermão. Não gosto de brisa, somente furacão.

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Longe das Migalhas de Alguns Percalços

13 Comentários Add your own

  • 1. Luis Augusto  |  novembro 22, 2008 às 1:31 pm

    Cara, não vou nem dizer que esse texto foi fueda.

    Que venham os furacões, pois são eles que nos dão o verdadeiro fôlego de uma corrida sem fim….

    Responder
  • 2. Paulo Fernando  |  novembro 23, 2008 às 7:31 am

    Machista! Mas a desculpa é válida quando vivemos num mundo líquido, onde a única coisa que parece sólida são os devaneios. Por que um coração se podemos ter a quantidade de bundas necessárias para alimentar nosso ego? Se nos apegamos com afeto, o feto as desapega de nós. Mas furacões apenas podem não só serem devastadores como inoportunos. A brisa não, pois ela nos dá tempo para, talvez, desviar do vento na próxima esquina.

    EU VOLTEI! DEPOIS DE 7 MESES, RETOMO OS MEUS ESCRITOS.
    SAUDAÇÕES TRICOLORES DESTE JORNALISTA DESEMPREGADO.

    Responder
  • 3. Fina Flor  |  novembro 23, 2008 às 11:21 pm

    mas o amor não precisa ser essa prisão, honey.

    concordo que a paixão é beeeem melhor, rs*, mas o amor pode ser leve, creia

    beijos e boa semana

    MM.

    Responder
  • 4. Fina Flor  |  novembro 23, 2008 às 11:21 pm

    segundo Domingos Oliveira o amor é um efeito colateral do sexo, kkkkkkkkk

    beijocas

    MM.

    >>> bom texto

    Responder
  • 5. Elaine  |  novembro 24, 2008 às 12:26 pm

    O que eu não consigo é concordar com ele.
    é como a música “Atrás da porta” do Chico, a letra é linda, mas… acho que ele estava sofrendo uma desilusão muito grande, quando compôs tal letra.

    O seu texto é muito lindo, assim como essa letra do Chico
    um abço

    Responder
  • 6. Elaine  |  novembro 24, 2008 às 12:28 pm

    O seu texto é muito lindo,
    O que eu não consigo é concordar,
    é como a música “Atrás da porta” do Chico, a letra é linda, mas… acho que ele estava sofrendo uma desilusão muito grande, quando compôs tal letra.

    Adorei suas palavras,
    um abço

    Responder
  • 7. Elaine  |  novembro 24, 2008 às 12:30 pm

    Bem, o cometário que vale é o segundo
    kkkkkkk
    Sou um pouco leiga
    desculpeeeee
    mas o comentario é de coração

    Responder
  • 8. amanda  |  novembro 25, 2008 às 10:19 pm

    tá certo. o amor é brisa.
    😉

    Responder
  • 9. Eu  |  dezembro 8, 2008 às 7:39 pm

    Bruno arrasou…mulher tem que ser furacão e não brisa.Super certo…eu como mulher concordo plenamente.Bj.

    Responder
  • 10. Flávia Fuini  |  dezembro 11, 2008 às 9:40 pm

    Caraaaaaaaaaaca Bruno…vc realmente tava mto inspirado hein!!!

    Adorei, e me identifiquei muito! rsrsrs…

    Responder
  • 11. Flávia Fuini  |  dezembro 11, 2008 às 9:41 pm

    Quero uma cópia desse texto pra mandar pras minhas amigas! kkkkkk

    Responder
  • 12. Thúlio Jardim  |  junho 7, 2009 às 12:16 am

    Só li o primeiro parágrafo, pois minha ansiedade pediu para eu falar, ou melhor, comentar… Escrevo poesias em versos, depois de ler algumas coisas que você faz, penso em usar da prosa. Achei fascinante o uso das palavras. Foi profícua pra mim esta leitura. Penso em voltar outras vezes.

    Um cafuné!

    Responder
  • 13. Thúlio Jardim  |  junho 7, 2009 às 12:22 am

    Sou ainda novo, não sou tão bom com as palavras, agora li até o final. Gostei muito, até fiquei um pouco em dúvida se o melhor é ser furacão ou brisa. Falando de amores, talvez seria o primeiro, igual a ti. Mas de temperamente sempre tive o hábito de ser calmo como uma brisa. Por coinciência muito grande, eu havia feito um vídeo no youtube, chamado “BRISA”, que falo deste meu estilo de ser camolso. O link é este abaixo:

    Abraços!

    Responder

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O Poeta Corrosivo:

Bruno Cazonatti - Carioca, balzaquiano. Um redator feito de resto das estrelas, que insere neste espaço os seus textos e segredos de muitas lembranças caladas, rascunhos amassados e a poeira dos pés da sua curta estrada.
Faz poesia barata com seus segredos revelados em textos compostos de desejos implícitos, e apimenta suas letras mudas, com contos imaginários, salpicados da acidez que aparece entre raios de sol e a tempestade de palavras com aroma de chuva.
Tudo isso, bem misturado às mensagens rabiscadas na essência da sua vida.
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