A Cultura Popular Através das Letras de Wesley Aguiar

agosto 7, 2008 at 2:44 pm 3 comentários

“De repente o vento cessou e logo um calor insuportável foi tomando conta do ônibus, o suficiente para que todos, aos poucos, fossem acordando e, em pensamento, embora lento, porém coletivo, a quase certeza de que o ônibus quebrara. Era só que faltava após uma madrugada fria e desconfortável cruzando uma esburacada BR 101 em território baiano. Mas quebrado mesmo, foi o tal pensamento coletivo, talvez já pela influência do Bom Jesus da Lapa e, na prática, pelo semblante agradável do motorista que, anunciou em alto e bom som que estávamos na divisa dos estados de Sergipe com Alagoas, em meio ao Rio São Francisco ou o Velho Chico, como ele mesmo disse.
Do azul para o verde claro que por sua vez se misturava ao azul escuro. Essa era a coloração inexata do imenso espelho d’água. Tal magnitude fez-me extasiado e, paralelamente, excitado a saber mais sobre aquele rio, afinal, tudo o que eu sabia desde pequeno sobre o Rio São Francisco, limitava-se a sua importância em quanto bacia hidrográfica para o país. Mas olhando de frente, nunca ousaria acreditar que aquela grandiosidade poderia ater-se somente aos números de sua extensão, das represas e dos estados ao qual suas águas servem para gerar energia, irrigar o faturamento do agro – negócio ou mesmo para matar a sede e a fome dos irmãos sertanejos. Sem dúvida sua verdadeira riqueza estava oculta rio adentro, preservada pelo seu povo, imensurável e, desconhecida pela maioria dos brasileiros. Era janeiro de 2006 e eu estava de passagem rumo à capital pernambucana. Aquele momento iria se estender.
Posso parecer um louco para maioria, mas não era da sala de aula ou conectado à internet por período integral que eu saciaria minha excitação em conhecer a essência do Velho Chico. Era necessário ir a campo e, isso implicaria em outros setores da vida, pois bem, o fiz. Despedi-me dos colegas de trabalho, abri mão de possíveis oportunidades profissionais e botei o pé na estrada. Poderia ter escolhido qualquer outro tema, como samba, futebol ou violência, ficado pelo Rio de Janeiro mesmo, mas, o Brasil é majestoso em cada metro quadrado, precisa ser estudado e popularmente conhecido (…)”.

Amig@s leitores,
Este é apenas um aperitivo do livro “Cultura Popular Ribeirinha à Transposição – Uma viagem da nascente ao médio São Francisco” do meu amigo Wesley Aguiar.
Alguns o chamam de louco, mas na verdade ele é ‘um guerreiro que corre atrás da materialização dos sonhos sobrepondo todos os preconceitos e contratempos que infelizmente existem’. Assim que nem eu e vocês. Ah, ele também é um baita goleiro frangueiro do nosso time de futebol.

Achei que deveria lhes apresentar este guerreiro, pois o Wesley me ensinou que os desejos também se realizam através de aventuras.

Segue o convite para quem quiser se banhar nas águas do ‘Velho Chico’ através das letras deste publicitário-escritor:

Rio de Janeiro:
Segunda, dia 11 de agosto às 18hs
Faculdades Integradas Hélio Alonso – FACHA
Auditório do Campus I – Rua Muniz Barreto 51, Botafogo.

São Paulo:
BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO
Estande da editora T.MAIS.OITO
Sabadão, dia 23 de agosto – Horário: 18h
Parque de Exposições Anhembi – Av. Olavo Fontoura, 1209 – Santana

Mete bronca, Wesley!
Sucesso, amigo.

Mais informações

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Cobertor para me Proteger do Medo da Escuridão Elas

3 Comentários Add your own

  • 1. Daniel  |  agosto 7, 2008 às 3:12 pm

    “Amigo é pra essas coisas”
    Boa sorte à todos!!!

    Responder
  • 2. Wesley Aguiar  |  agosto 7, 2008 às 3:54 pm

    Bruno e Daniel

    Valeu pela força! !!

    tenho certeza que seremos bem sucedido no mercado. Temos atitude, disposição e ousadia para correr atrás dos objetivos. Impossível não dar certo.

    forte abraço

    ps: sábado sairá uma nota no caderno de Idéias do JB

    Responder
  • 3. elisabetecunha2008  |  agosto 22, 2008 às 2:35 pm

    “Qualquer mulher digere um homem, isso é fato. Eu nunca soube lidar com elas, principalmente no âmbito do amor e da dor. Nunca encontrei o equilíbrio ideal para me manter de pé na linha tênue do seu âmago. Confesso que já fui mastigado por umas, escarrado por outras. Cuspido seria clichê demais. Alguns ventres já me acomodaram, outros me repeliram. Ah, os seios! Tantos anseios por peitos que nunca precisariam me dar de mamar.”

    LINDO ,,LINDO,LINDO……….

    SAUDADES DE VC BRUNO!

    POSSSO USAR NO MEU BLOG ESSE FRAGMENTO???

    DIZ QUE SIM!

    🙂

    Responder

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O Poeta Corrosivo:

Bruno Cazonatti - Carioca, balzaquiano. Um redator feito de resto das estrelas, que insere neste espaço os seus textos e segredos de muitas lembranças caladas, rascunhos amassados e a poeira dos pés da sua curta estrada.
Faz poesia barata com seus segredos revelados em textos compostos de desejos implícitos, e apimenta suas letras mudas, com contos imaginários, salpicados da acidez que aparece entre raios de sol e a tempestade de palavras com aroma de chuva.
Tudo isso, bem misturado às mensagens rabiscadas na essência da sua vida.
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