Agave Tequilana

maio 21, 2007 at 2:06 pm 35 comentários

Agave tequilana Chupava o limão e lambia o sal no dorso da mão. Ritual seguido de um gole instantâneo no álcool lascivo, daquele minúsculo copo com tequila. E assim foram mais quatro ou cinco vezes, antes de eu avistá-la sentada do outro lado, tragando seu Marlboro vermelho, bebendo chopp sem colarinho e gargalhando com os segredos furtivos das suas amigas. Ela se levantou e foi ao toillet. Perfeito! Pedi licença aos amigos e fui direção à porta do banheiro feminino, andando em itálico, meio torto, mas com a vontade de lhe falar bestialidades e poesias. Aguardei uns 10 minutos.
“Por que será que as mulheres demoram tanto no banheiro?” era a frase intermitente que me vinha à cabeça no momento. Enfim, saiu. Maquiada e cheirosa, só deu tempo pra eu lhe dizer qualquer besteira fútil para que me notasse. Quando ela chegou mais perto, eu já estava demasiadamente embriagado para acreditar em amor a primeira vista, mas consegui pronunciar um acervo de palavras ferinas e ganhar a sua atenção. Não falou nada, só me escutou. Enquanto eu tentava me manter de pé, escorado na parede, ela sorria e fazia um sinal positivo com a cabeça.
Talvez eu tenha agradado, mas estava preocupado em manter a concentração nos seus olhos do que em seus belos seios escondidos num espasmo de decote. Ela me convidou para sentar ao seu lado e me apresentou suas amigas. Do outro lado, meus amigos abismados acenavam e faziam um sinal positivo, talvez por espanto ou inveja. Com minha arte desconexa de palavras, órfãs de qualquer regra, arrancava gargalhadas e entretia suas coleguinhas falando sobre filmes, histórias e meu estoque de loucuras e pensamentos sobre a vida.

As horas passaram e só me recordo de estar sozinho com ela na mesa. Parece que todos no pub evaporaram. Ao tentar iniciar mais alguma conversa fui interrompido bruscamente com um beijo salivando língua e desejo. Depois a noite se encarregou do resto. No seu apê, fazíamos planos, sexo e bebíamos resto de uísque escocês misturado com vodca barata. Nosso encaixe era perfeito, nossa sintonia era além do hiato entre a perspectiva saudável de uma relação duradoura ou um beijo de “até-manhã-a-gente-se-vê-qualquer-hora”.
Casamos, gozamos, sonhamos e brigamos. Tudo de ‘amos’ que um casal merecia. Até porque a nossa história parece perfeita e eu não vou ser grato ao horóscopo, mapa astral ou à cigana, quem leu a palma da minha mão com o resquício de sal da noite passada. Vou sim, agradecer ao ritual seguido de um gole instantâneo no álcool lascivo, daquele minúsculo copo com tequila.

Entry filed under: Ácidos.

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35 Comentários Add your own

  • 1. Martita  |  maio 21, 2007 às 3:21 pm

    Vc é sensacional menino!
    beijinho
    Tita

    BC: Isso é coisa da minha insana mente, Tita. Brigado. Bjinho

    Responder
  • 2. Lubi  |  maio 21, 2007 às 4:38 pm

    EEEBA!
    Chope!!!
    Momento de euforia.

    (Bem, agora vou ler o texto. rs)

    BC: Iúpie!

    Responder
  • 3. Lubi  |  maio 21, 2007 às 4:44 pm

    Pensando.

    Como poucas histórias do dia-a-dia, intensa.

    Um beijo.

    BC: Tudo é sempre intenso, a vida precisa disso… Dois beijos

    Responder
  • 4. Marla de Queiroz  |  maio 21, 2007 às 4:47 pm

    Gosto dessa embriaguez de tequila, beijo e literatura.
    Essa coisa meio ácida e poética.

    Maravilhoso é vc, menino!

    Tantos beijos meus.

    BC: Então, tim-tim! Embriaguemo-nos da vida!

    Responder
  • 5. Lubi  |  maio 21, 2007 às 6:57 pm

    Tsc tsc.
    Nem sempre as coisas são intensas.

    Então… O bairro Bela Vista não fica longe do Aeroporto de Congonhas, não…
    Que horas você vai chegar?
    E quando volta?

    BC: Vou e volto, vai e vem, sempre assim. No mesmo dia, ponte-aérea, acumulando milhas, segue no seu mail a resposta.

    Responder
  • 6. Alê Quites  |  maio 21, 2007 às 7:07 pm

    Se faltar tequila, prove limão e sal com cachaça…aqui, chamam isso de “cú de burro”. Creio que o nome da segunda bebida (cú de burro), seja o título perfeito para casais que começam romances em bares.
    Ah! Eu também gostaria de saber porque as mulheres demoram tanto em banheiros…nasci uma mulher, mas não sei explicar isso e para piorar, sou eu que sempre estou do lado de fora da porta do banheiro feminino implorando para a outra abrir a porta.
    Beijos*

    BC: Boa dica, Alê. Depois ninguém precisa reclamar que cu de bêbado não tem dono… Bjk

    Responder
  • 7. Natacha  |  maio 21, 2007 às 7:22 pm

    bem-bom

    comum
    comum
    beber
    beber
    e ser
    comida
    por um
    bebum
    bebum

    irc… eu não estou bêb…irc…bêbado!

    BC: Eu tenho um Engov aqui pra você, quer?

    Responder
  • 8. Flá Fuini  |  maio 21, 2007 às 7:39 pm

    E viva as tequilas!!!
    Já tive histórias parecidas, com tequilas, vodkas, cervejas, whisques, caipirinhas, jurupingas, enfim…

    Grande Bruno!!!!!!

    BC: Cuidado Fuini. Você trabalha aqui comigo. Vai que esse papo de “Grande Bruno” se espalha por aqui. Pega mal procê, né? 😉

    Responder
  • 9. Fina Flor  |  maio 21, 2007 às 8:13 pm

    Paragrafos, pleeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeease!!!!

    E tequila, para mim, nunca mais……… qualquer dia conto o porquê, rs*

    beijos

    MM

    BC: Eu sabia que um dia alguém iria reclamar. O problema é essa formatação formal do wordpress. Ela não me deixa nem centralizar, justificar… Bom dei uma ajeitadinha, vê se melhorou. Sem tequila? Então tá, garçom, traz um chopp!

    Responder
  • 10. B.  |  maio 21, 2007 às 8:14 pm

    Bebida, homem, mulher, sexo… ê coisa boa! Fala sério! rs

    BC:Seríssimo, é bom demais mesmo…

    Responder
  • 11. luana  |  maio 21, 2007 às 11:52 pm

    eh por isso q eu adoro a “quentura” da tequila..Oo

    sem palavras viu?mais um texto super bem escrito..
    e eu jurooo que fiquei com a vontede de ser essa mulher..nao me perg o “pq”
    vai entender..Oo

    desejos reprimidos \o/
    hahahahahaha hhaha
    :xx

    definitivamente…excelentee!!! :))
    boa semana x**

    BC: Olha, se eu fosse o personagem dessa história etílica, eu sequer levantaria da cadeira após o primeiro copo. Minhas pernas não obedeceriam ao desejo… Porque tequila me derruba fácil na primeira pancada! Beijo

    Responder
  • 12. Erika  |  maio 22, 2007 às 12:18 am

    Muito ótimo o texto, mas me parece que foi apenas uma alucinação causada pelo excesso de tequila.
    Será?

    Beijos

    BC: Sei lá, será?

    Responder
  • 13. Girassol  |  maio 22, 2007 às 10:53 am

    Só espero que depois de ler este texto, muitas pessoas não tenham a ideia de atacar todas as garrafas de tequilla, na esperança de encontrar o homem (ou mulher) dos sonhos, rs!
    Divirto-me muito com os seus textos, cenas do quotidiano nos quais, por um ou outro motivo, todos nos encontramos um bocadinho retratados.

    Beijos.

    BC: Haja tequila, né? Beijoca!

    Responder
  • 14. Christiani Rodrigues  |  maio 22, 2007 às 12:47 pm

    A viagem que eu encontro aqui são as delícias das palavras encantando o texto. Tal como conquistado pelo carinha do texto, vc nos conquista com elas. Talento!! Ainda vou escrever assim.
    Chris

    BC: Ah, Chris… eu também adoro os seus textos. Os meus são culpa da mente doida que insiste em venerar a mulher, o amor, o sexo e as paixões repentinas e etílicas. Sabe como é, essa acidez toda que você se acostuma a ver por aqui. Um beijão!

    Responder
  • 15. Elza  |  maio 22, 2007 às 1:17 pm

    é uma prazer enorme ler cada texto seu!
    parabéns cara, vc arrasa na escrita, qndo crescer quero ser igual!
    rsrs

    =]

    BC: Rsrsrs. O prazer é meu de tê-la aqui sempre, degustando minhas ácidas palavras… Bjk

    Responder
  • 16. Cau  |  maio 22, 2007 às 2:50 pm

    Sabe Bruno…
    Algumas história começam assim, improváveis e desconexas… até tontas pelos goles a mais de tequila.
    Quer saber… acho que são as talvez tenham a maior probabilidade de realmente “acontecerem”… sem planos, sem ilusões… simplesmente com os ‘amos’ a que temos direito.
    Texto excelente… como todos os outros escritos teus.
    Beijinhos

    BC: É Cau, sem planos, sem ilusões…e a vida se encarregando de preencher os capítulos da nossa história… Bjk

    Responder
  • 17. Alexandre Costa  |  maio 22, 2007 às 6:02 pm

    Cara, perfeito! Que história digna de ser vivida por muitos!
    Abraços

    BC: Digna de ser vivida mesmo! Abraço!

    Responder
  • 18. Alê Quites  |  maio 22, 2007 às 7:57 pm

    Bjos

    BC: Smack!

    Responder
  • 19. Aline Ribeiro  |  maio 22, 2007 às 8:18 pm

    Tua narrativa é perfeita, visualizo toda cena que vou lendo, até dou uma de voyeur! rs…

    Abraços…

    BC: Gostei do “voyeur”. Ainda escrevo sobre isso! Abraços não, beijo!

    Responder
  • 20. ana.  |  maio 23, 2007 às 12:36 am

    Bruno…
    Ótimo texto, adorei…escrever c humor naum é tarefa fácil e vc consegue prender atenção do leitor da primeira linha até a ultima, muito bom mesmo.
    Beijos Poéticos.
    ;**

    BC: Que bom que a minha acidez não causa muita azia. Isso quer dizer que você vai voltar e me mandar mais poesia através dos beijos! 😉

    Responder
  • 21. João Paulo  |  maio 23, 2007 às 12:59 am

    Não meço palavras para definir seus textos, são relamente fantásticos.
    Eles nos leva a uma viagem perfeita, como se fôssemos personagem da tua história, isso me faz lembrar do filme “Mais estranho que a ficção”.

    Os vícios discorridos no texto definem os perfis das pessoas, podendo ou não encaixa-las em que melhor se espelha.

    Não sou adepto do fumo e álcool, mas nuns seios…

    Parabéns por essa nova criação!

    Abração!

    BC: É, JP. Os seios capazes de matar nossos anseios de berço nada materno… Abraço!

    Responder
  • 22. Emília  |  maio 23, 2007 às 3:07 am

    De novo! me vi nas ruas do “recife antigo”, aqui em recife, muna noite de pubs.

    Posso mostrar essa pagina pra um professor meu de literatura?
    Eu estudo Letras, oh!

    😉

    BC: Poxa…Recife! Tenho uma vontade de conhecer essa parte norte-nordeste deste Brasilzão… Claro, peça ao seu provessor pra dar uma olhadinha, de repente ele até me aconselha a maneirar nas letras ácidas e utilizar algo mais poético. 🙂

    Responder
  • 23. Fernanda  |  maio 23, 2007 às 12:52 pm

    Olá Bruno! Nada como ler um texto bem escrito, adorei seu jeito de colocar as idéias, sem contar a facilidade com que brinca com as palavras!

    Já tive muitas noites como essas, são fascinantes e nos deixam uma boa recordação na alma… Mas nenhuma delas terminou em casamento… rs… Meus primeiro marido conheci na Feira do Livro e o segundo apresentado por uma amiga…

    Obrigada por sua visita no meu blog, vou te linkar lá… bjs

    BC: Já tive algumas dessas e confesso que sinto falta de poder novamente, Fernanda. Mas, não teria um segundo casamento não. Será? Sei não…

    Responder
  • 24. Adrianne (dri)  |  maio 23, 2007 às 1:12 pm

    Oi, Bruno!

    Que texto gostoso de ser ler…digo em todos os sentidos…rs…com a ajuda da imaginação consegui sentir o gosto da tequila, o toque do sal na lingua…enfim…as palavras nos fazem “viajar”.

    O “sem querer”, sem intenção, o inesperado sempre tem um tom diferente, e sem dúvida seu texto mostra isso.

    Ah..qtos as unhas do meu post….sem dúvida ela foi a manicure pq mesmo não sendo minha mão naquela imagem, faço questão de colocar uma assim..sabe…perfeita…pq além do meu DESABAFO ser merecedor de um belo “dedo” sou enjoadérrima p estas coisas. rss

    Virei outras vezes te ler….tb foi minha primeira vez aqui, apesar de tê-lo “visto” nos coments da minha amadinha (cau). Gostei!

    Beijos com ou sem sal? Sal de tequila* rs

    BC: Beijo, talvez com sal. Ou doce? Você quem escolhe! Beijão e obrigado!

    Responder
  • 25. Bárbara P  |  maio 23, 2007 às 1:18 pm

    Sempre adorei os rituais regados a sal, lambidas e tequila. Deliciosa bruxaria…

    BC: É, eu também gosto de bruxaria. Ainda mais depois de ver o ‘The Song Remains The Same’ do Led Zep… Tenho até um pentagrama no pulso. Acho que não vou pro céu…

    Responder
  • 26. ana.  |  maio 23, 2007 às 1:51 pm

    Sua acidez é o néctar mais doce q uma mortal c eu ousou experimentar…A cd dia me encanto mais por sua forma descontraida de escrever e enxergar o q há entre linhas e códigos.
    Se for preciso te envio não apenas uma poesia em forma de beijo…Mas, a poesia q está minha´lma.
    Beijos Poéticos.

    p.s:Vc não é aspenas necessário, mas essencial nesses dias de sombria solidão.

    BC: Que o Ácido lhe traga muito néctar então. Pra adoçar ainda mais as suas palavras e irradiar, com os raios de sol que dão cores a vida, esses seus dias passageiros… Bjk

    Responder
  • 27. luana  |  maio 23, 2007 às 2:35 pm

    hdduidhuidhuidh uidhudihduid
    hmm…huuhuhuhuhuhuhuu

    uma vontade de ser apenas, mas pensando nas consequencias..Oo udhuidhudi hduhduhdu

    acho que derruba qlqr um.. uhu h
    mas, o desejo permanece..!

    BC: Dá-lhe tequila na Luana então!

    Responder
  • 28. Lubi  |  maio 23, 2007 às 6:35 pm

    Não.

    Passa a ser saudade de quem se conhece. Saudade constante e renovadora.
    Sem medos.

    Beijo.

    BC: Peraê, deixa eu anotar isso pra não esquecer!

    Responder
  • 29. ana.  |  maio 23, 2007 às 7:00 pm

    Bruno…
    Li teu e-mail e confesso q fiquei emocionada, em breve responderei…
    Beijos Poéticos.
    ;**

    BC:Pra lhe animar, Ana. Já vi a sua resposta. Responderei em breve, quando sobrar tempo… Beijo

    Responder
  • 30. Marcelo  |  maio 23, 2007 às 7:40 pm

    Eis aí uma bela história de amor.
    Interessante como conhecemos nossos amores nos locais mais estranhos fazendo as coisas mais estranhas, não?
    Foi exatamente assim que conheco a minha…Em uma padaria comprando pão e mortadela.
    Casamos, gozamos, sonhamos e todos os amos que escreveu aí.

    Abração.

    Ah sim, nos separamos tb.

    BC: Grande Marcelo…

    Responder
  • 31. Carol Bocage  |  maio 24, 2007 às 1:57 am

    Bruno, essa atmosfera urbana, essa tequila que nos faz em itálico e até em negrito, destacando a vida, a sensualidade, tornando-nos abertos a mais que apenas sorrisos cabisbaixos: a dizer o já, o now, sentir mesmo e agir como se sente; Então, essas atmosfera e tequila, seu jeito de escrever têm todo o quê de vida crua, mais que libertina, não julgável, doida por contato e olhar.
    Parabéns, Cazonatti, também, pelos seus dedinhos…

    Obs. sobre a foto no Branco: Pô, a Sexy?

    BC: Ok, na próxima eu coloco a Playboy.

    Responder
  • 32. Rayanne  |  maio 24, 2007 às 2:43 pm

    **suspiro.
    ***suspiro.
    ***suspiro.
    E o que sobra nessa intensidade vermelha e doce?

    **Estrelas**

    BC: O que sobra? Hum… suspiros?

    Responder
  • 33. Fina Flor  |  maio 25, 2007 às 2:56 am

    Nooooooooossa, ficou bem melhor o tamanho da letra.

    Para fazer parágrafo, já que o wordpress não deixa, uma dica: ***

    teste
    *
    *
    teste
    *
    *

    beijos, queridíssimo

    MM

    BC: Mas é com ou sem os *? 😉

    Responder
  • 34. Lubi  |  maio 25, 2007 às 1:13 pm

    Não poderia ser diferente.

    :*

    BC: Poderia

    Responder
  • 35. J@de  |  maio 28, 2007 às 4:05 pm

    Infelizmente a tequila nunca me deu momentos como esse!! hehehehe!!
    Beijos!!

    Responder

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O Poeta Corrosivo:

Bruno Cazonatti - Carioca, balzaquiano. Um redator feito de resto das estrelas, que insere neste espaço os seus textos e segredos de muitas lembranças caladas, rascunhos amassados e a poeira dos pés da sua curta estrada.
Faz poesia barata com seus segredos revelados em textos compostos de desejos implícitos, e apimenta suas letras mudas, com contos imaginários, salpicados da acidez que aparece entre raios de sol e a tempestade de palavras com aroma de chuva.
Tudo isso, bem misturado às mensagens rabiscadas na essência da sua vida.
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