Couvert Intacto

maio 15, 2007 at 1:52 pm 40 comentários

faca Chuva, uma tempestade d’água. São apenas 19h20minh e ela já está completamente embriagada de mágoa e sofrimento àquela hora da noite. Corria desesperadamente pela avenida toda encharcada, sem se importar com os esbarrões, empurrões e topadas. Seguia reto, rumo ao norte onde sua bússola-mente ordenava. Não conseguia dialogar com seu reflexo nas vitrines por onde passava. Sua voz estava rouca e seu timbre era inaudível aos que não escutam com o coração. Solitária, no meio daquela multidão apressada que se protegia entre marquises e guarda-chuvas coloridos. Cinza, noite cinza de pensamentos nebulosos. O rosto transbordava a borrada maquiagem misturada às lágrimas de dor, fazendo de seu semblante um quadro de Salvador Dali, como um relógio derretido. Perdendo seu tempo, desfalecendo seu sentimento ferido. Refugiou-se num boteco, pediu vinho barato. Aqueles de garrafão que preenchem um copo de plástico descartável. Tentou achar as respostas da vida no fundo do copo, mas só encontrou a cura paliativa para sequidão do seu timbre abafado, culpa dos trovões furiosos daquele encontro nublado. “Mais um copo, por favor.” Junto com o vinho, a memória fresca.
Ela estava radiante, acordou cedo, cantarolou um “bom dia!” melódico para o porteiro, flanelinha, mendigo e foi ao salão fazer unha, cabelo e buço. Às 10h já havia comprado o vestido mais bonito e queria estar exuberante para o seu namorado. Já eram 5 anos de namoro e, agora que ele foi promovido no emprego, tinha marcado um jantar num dos restaurantes mais bonitos da cidade.
– Noiva, aposto que hoje eu vou noivar – Declamava para a manicure, pedicure e tudo mais que cure essa vontade louca de colocar uma argola dourada no anelar da mão direita. Maquiou-se para saciar a sua ansiedade. Saiu toda perfumada, empestando os locais por onde passava. Corredor, elevador e avenida, com cheiro de felicidade e fragrância francesa. Ventania e uma chuva intensa nas ruas, mal tempo já anunciado pelo noticiário local. Pegou um táxi e chegou ao restaurante. Eram 17h53min. Sentou-se e aguardou ansiosa.
Pouco mais de meia hora ele entra. Paletó e gravata, cabelo despenteado pelo vento. Um beijo seco seguido de:
Querida, preciso lhe dizer algo…
Coração disparado, ela aguarda num silêncio gritante.
Estou indo para a Europa, me colocaram como repórter correspondente. Vou trabalhar ao lado da Marina Marques, cobrindo os acontecimentos entre Itália, França…
Marina? A filha do Dr. Marques, dono do jornal?– Interrompeu surpresa.
Sim…
Aquela loura alta, bonita e… solteira?
É… A editora do caderno de moda. A previsão é de que eu fique uns 3 anos por lá, ela vai me ajudar a encontrar um lugar pra alugar, mas devo ficar na casa dela, em Paris, por alguns meses…

Mais um copo, por favor.” Outro gole seco no vinho de garrafão e uma nota de cinco reais para pagar sua pré-embriagues barata. A dor no peito, efeito do coração dilacerado e da promessa de ressaca do dia seguinte. Aquele líquido vermelho em suas mãos era bem diferente daquele que ela tragava em últimas goladas. Sorriu para o balconista do boteco e balbuciou um “adeus”. Correu e se jogou na frente do ônibus linha179 – Alvorada. Fina-se ali, no asfalto. Sem princípio, aurora ou alvor. Apenas sirenes.
Mais à frente, num dos restaurantes mais bonitos da cidade, um rabecão retira o corpo de um homem com cabelos despenteados pelo vento. Defunto, com um talher cravado no peito. A faca, que compunha a mesa junto ao couvert intacto, seria utilizada para passar manteiga no pãozinho francês.

Entry filed under: Ácidos.

Zagueirão Agave Tequilana

40 Comentários Add your own

  • 1. Bruno Cazonatti  |  maio 15, 2007 às 2:14 pm

    Meus queridos leitores.
    Estou muito atarefado e com pouco tempo pra lhes trazer histórias Ácidas ou Poéticas. Amanhã (Quarta dia 16) estarei em São Paulo, no evento Sustentabilidade e Gestão – Debates da Rede Ethos de Jornalistas. Quinta e Sexta estou com muitas pendências nas minhas pautas… Desculpem-me a ausência e prometo que assim que der uma folga aqui no trabalho (acho que na semana que vem já melhora esse ritmo), responderei a todos aqui e no blog de vocês. Porque é pra vocês que eu escrevo, com acidez ou poesia.

    Sds,
    Brunø

    Responder
  • 2. Flá  |  maio 15, 2007 às 3:03 pm

    Muitoooo bom Bruno!
    Nunca imaginaria um grand finale assim!
    Parabéns pela crônica, recheada de emoção e mistério!
    beijos

    BC: Viu? Agora eu vou fazer outra, com a nossa aventura amanhã em Sampa. Se você for ao meu lado no avião, por favor, não use a faca pós-serviço de bordo. Bjk

    Responder
  • 3. 'Girassol  |  maio 15, 2007 às 4:38 pm

    A sua acidez ou poesia já se tornaram um vício difícil de dominar. Adoro os textos descritivos e sempre inesperados que escreve… moço, diria que você tem uma imaginação para lá de fértil. =)

    Desta vez não foi excepção… mas convenhamos, então depois de tanto tempo no cabeleireiro, manicure, pedicure e afins, a moça perde a compostura dessa forma?rs
    Mulher é um bichinho imprevisível.

    Beijo Bruno.

    BC: Essa minha mente é fértil sim, moça. E bem adubada com as estórias e histórias do cotidiano. Quanto ao texto, realmente não sei se ela merecia a morte. Mas, saiu assim, fazer o quê, né? Pelo menos ela fez bem em usar a faca, não? Estilo Linha Direta! Beijos mil

    Responder
  • 4. Elza  |  maio 15, 2007 às 7:31 pm

    arrasou!!
    como sempre faz!

    =]

    BC: Apesar de estar atolado de trabalho, sempre pinta uma brecha e digito algo pra entreter vocês… essa minha mente não pára nunca. Beijos, querida.

    Responder
  • 5. Marcelo  |  maio 15, 2007 às 7:55 pm

    Nossasenhora. Imagino a dor dessa moça.
    Como alguém que amamos pode nos abandonar não?
    Como fica nosso amor? O que fazemos com ele? Simplesmente o desligamos como uma chave on-off?
    Well…

    Abraços, moço.

    BC: O pior é que existe isso mesmo… Abraço!

    Responder
  • 6. czarina  |  maio 15, 2007 às 8:58 pm

    gostei da parte dela alegrinha bem escrita e tudo o mais. mas não sei, será que o caso todo era digno de morte (s)?

    senhor bruno, não me leve a mal, mas eu fico sempre meio assim assim com gente que pede pra linkar. e depois, geralmente eu levo um tempão 😛

    BC: Bom, tudo tem dois lados. Desta vez saiu assim. Uma faca, vinho barato e chuva. Nem sempre a vida é ensolarada, infelizmente. Quanto ao link, só peço a quem considero necessário e aprecio o conteúdo. Se bem que você já está por aqui, não é? Então, deixa o tempo nos conduzir.

    Responder
  • 7. B.  |  maio 15, 2007 às 9:11 pm

    Engraçado… parece que todos os blogs agora estão fazendo menção ao Dalí de uma forma ou de outra. ADOREI.
    És um ótimo escritor e sabes disso.

    Bisous.

    BC: Jura? Citei Dali porque é um gênio… Daqui um beijo enorme pra você!

    Responder
  • 8. João Paulo  |  maio 15, 2007 às 10:54 pm

    Trágico, muito trágico e tb muito interessante; me fez lembrar Romeu e Julieta.

    Sua poesia ácida é contagiante, quem ler uma vez não consegue parar. Reforça também que, na cidade maravilhosa a violência não conseguiu levar a essência das pessoas.
    Mesmo não o conhecendo “ao vivo” posso contar com muito discernimento.

    Ps: Quanto ao ABC, eu tb lembrei do abecedário da XUXA, mas minha esposa falou que não valia.

    Abraços!!!!

    BC: Abração!

    Responder
  • 9. Aline Ribeiro  |  maio 15, 2007 às 11:23 pm

    Louca de pedra, essa moça viu?
    Caraca, como assim coloca um fim na vida do cara e pior, acaba com a própria?
    Ciúme é coisa mto doentia mesmo… ui credo!

    Bjm e parece que tua semana tá corrida heim?

    BC: Acelerada! Bjk

    Responder
  • 10. Charlotte  |  maio 16, 2007 às 12:23 am

    Oii… obrigada pela visita no meu blog, me senti honrada, ainda mais ao saber que gostou dos meus textos. Realmente, alguns são escritos com a intenção de fazer ferver o sangue de quem lê, mas os seus me corroem sempre que me identifico, como no caso da dor dessa mulher que viu seu amor se dissolver.
    Opa, será muito bem vindo e bem cuidado, sessões grátis, desde que me deixe penetrar nesse mundo de histórias incríveis que existe em você.
    Bjs

    BC: Invada, vasculhe, bagunce… Penetrar é um pouco suspeito… Rsrs. Beijoka

    Responder
  • 11. ana.  |  maio 16, 2007 às 12:46 am

    Bruno…Obrigado pelo carinho e por ,e linkado…claro q voltarei mais vezes aqui, adorei sua forma de escrever.
    Beijos Poéticos.
    ;**
    E volta logo.

    BC: Já voltei, moça! Viu como o tempo é mais rápido que os ponteiros do nosso relógio? Beijos!

    Responder
  • 12. ana.  |  maio 16, 2007 às 12:47 am

    Ops…quis dizer: ter me linkado..rs…
    Valeu…

    BC: Valeu!

    Responder
  • 13. Christiani Rodrigues  |  maio 16, 2007 às 1:15 am

    Puxa, Bruno
    não é só vc que anda atarefado não, acho que isso é o mal do século “pessoas atarefadas” e se bobear sem alma. Tô tentando voltar às postagens rotineiras, mas nem isso tô conseguindo, e olha que nem trabalho direto com jornalismo. Não gosto nem de pensar nisso…bom trabalho…e tinha me esquecido de linkar vc. Já está por lá, só assim a gente não se perde por aí…bye…bjs…rs…

    BC: Não se perde não, eu acho! Muito trabalho pra pouco tempo, correria, tarefas, pautas. Mas, sempre pego um hiato no tempo e venho afagar os meus queridos leitores-amigos-blogueiros. Bjk

    Responder
  • 14. Christiani Rodrigues  |  maio 16, 2007 às 1:16 am

    Mas que texto é esse, menino?? Muito bom e bem ácido!!!! rs….

    BC: É mesmo. Esse texto é coisa de um louco!

    Responder
  • 15. Gi  |  maio 16, 2007 às 10:34 am

    Adorei o seu realismo.

    BC: Quase surreal, né Gi. Beijos

    Responder
  • 16. Fabi  |  maio 16, 2007 às 11:19 am

    Adorei a forma com a qual voce expõe suas palavras. Tão trágica e detalhista. Consigo ver as imagens na minha mente.
    Parabens. e Obrigada pela visita no meu blog, seja sempre bem vindo!
    Bjs**

    BC: Você também, moça. Mas, cuidado com as facas do couvert… Beijoca!

    Responder
  • 17. elisabetecunha  |  maio 16, 2007 às 12:57 pm

    Beijo Bruno!

    BC: Smack!

    Responder
  • 18. Juliana  |  maio 16, 2007 às 2:44 pm

    uau!
    ácido, bem ácido. e triste..

    bjo

    BC: É desta vez saiu assim, moça. Um beijo alegre pra você!

    Responder
  • 19. ediney santana  |  maio 16, 2007 às 3:21 pm

    textos tão ácidos e cativantes…é o que eleva é o que faz reflexões

    BC: Bom que gostou. Somos responsáveis por aquilo que cativamos, não era isso que o Pequeno Príncipe nos ensinou? Um abraço, seja bem vindo!

    Responder
  • 20. Alê Quites  |  maio 16, 2007 às 5:28 pm

    Quem nunca levou um porre por carência ou desilusão?!

    Adorei o texto.
    Beijso*

    BC: Eu estou precisando de um porre, Alê… Beijokas

    Responder
  • 21. Lubi  |  maio 16, 2007 às 10:24 pm

    Lubi aplaudindo!
    Texto ÓTEMO!
    Parabéns!

    Poxa, você vai vir pra Sampa?! =)

    Beijo.

    BC: Minha querida, fui e já voltei! Enfim, conheci a famosa Avenida Paulista. Sempre que fui à SP ficava em outros cantos. Aliás, quase me atraso. Trânsito de Congonhas até a Paulista estava insuportavelmente insuportável. Beijos mil

    Responder
  • 22. Erika  |  maio 17, 2007 às 12:59 am

    Vim espiar através do seus comentário no Mar da Cacau.
    Ótimo seu texto.

    Amor que rima com tragédia é uma comédia?

    Beijos

    BC: Que bom que espiou. Agora se aconchegue. Quanto à sua pergunta, fiquei sem resposta…Vou bolar uma e depois lhe falo! Beijos

    Responder
  • 23. Lubi  |  maio 17, 2007 às 12:22 pm

    Ahhh, que pena que já voltou! Na Paulista e arredores há bares ótimos! Chopp!

    Beijo!

    BC: Tá vendo, se falasse antes… BJ!

    Responder
  • 24. aguas da vida  |  maio 17, 2007 às 3:05 pm

    Uma historia comovente e ao mesmo tempo intrigante. Excelente!
    Obrigada pela visita e desculpe a ausencia estava com problemas de conexao.
    Big Kiss

    BC: Eu odeio conexões. As de internet e a de vôos. Um saco mesmo. Atrasam nossa poesia, letras, histórias… Beijoca!

    Responder
  • 25. Gente Moribunda.  |  maio 17, 2007 às 3:25 pm

    Li os dois últimos. Gostei dos dois últimos.

    BC: Bom, então eu estou com uma média positiva com você, não? 🙂

    Responder
  • 26. luana  |  maio 17, 2007 às 4:56 pm

    krak..krak..krak..
    tô sem palavras..

    muito bem escrito! muito bom de se ler..
    nossa..
    e quanto as visitas..relax!! qd puder, eh sempre bem vindo!!!

    nossa..adoreiiiiiii!
    muito bom texto!
    uau..
    uau..depois leio de novo..
    inteh
    x**

    BC: Leia, releia, relax..tudo! Beijo!

    Responder
  • 27. Paulo Fernando  |  maio 17, 2007 às 5:43 pm

    Demais! Puta quil paril! Essa mereceu um palavrão! Que mulher egoísta! ahahah… ele poderia ter pensado em pedir para viajar com ele, uma vez que o mesmo ganharia mais. Tudo bem que tinha uma gostosona no pedaço, mas não custava nada ter perguntado, né? ahahah

    òtimo, ótimo, ótimo!

    BC: Hehehehe. Dava pra levar e ficar com duas né? Abraço!

    Responder
  • 28. Daniella Living  |  maio 17, 2007 às 7:00 pm

    Cada vez melhor. Essa é uma história de expectativas com trágicos finais, minha vida tava assim ha um tempo atras, agora evito criar expectativas para não ter que eliminar ninguém.
    Bjs!

    BC: “eliminar ninguém”… isso me deixou cabreiro… Bjk

    Responder
  • 29. J@de  |  maio 17, 2007 às 9:28 pm

    Bem rodrigueano, e eu imaginei esse final viu?
    Beijos!!

    BC: É, nem sempre a vida acaba em poesia, né? Beijoca

    Responder
  • 30. Erika  |  maio 17, 2007 às 11:21 pm

    :o)
    Estou esperando a resposta.

    Beijo

    BC: ô minha linda, não esqueci não…é que eu estou numa correria danada. Já já estou te mandando! Beijão!

    Responder
  • 31. Cau  |  maio 18, 2007 às 2:44 am

    Bruno, ‘mobem’…
    Você já sabe o quanto eu também gosto de estar aqui e de ler você.
    A forma como as narrativas fluem de você é realmente incrível.
    Ácido? Sim… que corroe a alma e pentra no fundo do sentimento.
    Texto forte… completamente lancinante.
    Sua cara… sua escrita.
    Muito bom.

    Beijo

    BC: Que bom que o meu ácido está agradando ao horizonte do seu mar-maravilhoso. Um beijo!

    Responder
  • 32. Marla de Queiroz  |  maio 18, 2007 às 11:41 am

    Culpa do vinho barato!

    BC:Mesmo o vinho sendo tinto e suave?

    Responder
  • 33. Elza  |  maio 18, 2007 às 2:34 pm

    Arrebentou!
    Adorei, a principio me senti correndo pela avenida tbm, muito boa a narrativa1

    bom fim de semana.

    BC: Ainda bem que foi correndo pela avenida, se você se sentisse gravando a faca no peito eu teria medo de responder pra você… 🙂

    Responder
  • 34. Márcia(clarinha)  |  maio 18, 2007 às 8:44 pm

    Sua marca registrada, ácido e poético! Perfeito!
    lindo findi querido
    beijosssssssssss

    BC: Smack!

    Responder
  • 35. ELIANA.  |  maio 18, 2007 às 10:19 pm

    Oi Bruno, meu amigo, tudo bem?Adorei a sua história viu?…eu sempre gosto das suas histórias, poesias, enfim de todas as suas mensagens!!Quando você estiver num ritmo mais lento, eu aguardo a sua visita sim…você sabe que eu adoro quando você vai lá não é mesmo?Então até…Beijão!!

    BC: Tô sempre lá… Bjão

    Responder
  • 36. Emília  |  maio 19, 2007 às 3:11 am

    Esse texto foi tão bom que quando terminou, parecia que estava acabando apenas a 2ª linha…
    Imaginei a noite de chuva na qual estive há alguns minutos. Senti o vento e um pouco da dor dela.
    Afinal, essas surpresas são tristes…

    adorei!
    😀

    BC:Só não vá utilizar a faca, mocinha… 😉

    Responder
  • 37. Carol Montone  |  maio 19, 2007 às 5:31 am

    Bruno…suas letras são deliciosas…
    as mulheres são assim raivosas e descontroladas mesmo???risos…
    vc tem que escrever para teatro…quem sabe um dia não escreve para mim..haha
    adorei o texto…tadinhos…os dois são vítimas desta doidera de mundo aonde amar é quase um verbo em isntinção…gente é um bicho muito louco e sua estória pode ser real se bobear viu….eu tô acreditando em tudo ultimamente….beijão e aprabéns pelo talento…texto que flui…adoro….
    Carol Montone

    BC: Obrigado, moça. Eu também tenho acreditado em cada coisa…menos em papai Noel e Coelhinho da Páscoa… Um beijo

    Responder
  • 38. Rubina  |  maio 19, 2007 às 8:39 am

    Que triste! Mais triste ainda ela achar que porque a relação acabou a vida também acabou. Temos que nos mentalizar que, se só casamos uma vez, é normal que de todas as outras vezes não dê certo. São tentativas. Gostei do texto :), vou voltar!

    BC: É a vida…

    Responder
  • 39. Natacha  |  maio 21, 2007 às 7:28 pm

    Detalhou qualquer mulher.
    No final, afunilou o qualquer para ‘qualquer desequilibrada’.

    Eu só não beberia, e não me mataria, e nem ao suposto ‘noivo’.
    Mas sim. Eu me maquiaria para que o tempo passasse e eu curasse a minha ansiedade.

    Como sabe dessa coisinha feminina? Intuição? Ou alguma te disse?

    BC: Bem, minha querida, não sou conhecedor de todas as mulheres, mas digo-lhe que conheço algumas que juram fazer isso, caso o macho arrume um caso…

    Responder
  • 40. formiguita bipolar  |  maio 25, 2007 às 8:30 am

    Oi Bruno!
    Penso que é escusado dizer o quanto gostei do conto; mais uma vez revela muita imaginação da sua parte e é um conto que, mais uma vez está carregado de realismo, o que eu já percebi ser uma marca da sua escrita.
    Continue a escrever, que eu continuarei a ler!
    Kiss!!!

    BC: E olha que nem é doce, né? Formigas não gostam de coisas doces? Então… Kiss too

    Responder

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O Poeta Corrosivo:

Bruno Cazonatti - Carioca, balzaquiano. Um redator feito de resto das estrelas, que insere neste espaço os seus textos e segredos de muitas lembranças caladas, rascunhos amassados e a poeira dos pés da sua curta estrada.
Faz poesia barata com seus segredos revelados em textos compostos de desejos implícitos, e apimenta suas letras mudas, com contos imaginários, salpicados da acidez que aparece entre raios de sol e a tempestade de palavras com aroma de chuva.
Tudo isso, bem misturado às mensagens rabiscadas na essência da sua vida.
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