Permita-se

março 26, 2007 at 11:25 am 11 comentários

Permita-se Essas linhas eu dedico para todos aqueles que se permitem errar. É, errar mesmo.
Vou citar qualquer palavra que rime em poesia só pra satisfazer as tolas meninas que se iludem com o abstrato amor. Vou escrever hoje para os bobos que sabem que são idiotas e talvez por isso sejam menos cretinos que eu. Para o desempregado talentoso que não tem a oportunidade de mostrar seu dom, por não possuir no currículo o comprovante da sua arte. Falar que amo as putas, que bato papo com os mendigos e escrevo prosas distintas esperando um dia publicar um livro. Para todos, sem discriminação. Vou contar histórias sobre a estória, cantarolar cantigas de roda e me esconder por de trás do meu óculo escuro. Os de grau, deixo sobre a mesa para comer a sobremesa de anteontem no freezer. A azia que me toma o estômago não vai impedir que eu escreva pros monges, as histórias fúteis sobre as guerras. Vou narrar fantasia chula para todos aqueles imundos como eu, que já magoou uma mulher e não pagou a conta do mais fuleiro motel. Redigir para aqueles que almejam pular de boogie jump, do penhasco em busca do horizonte ou na cama, num corpo quente de amante.
Pra você que chorou por medo do trovão, pras meninas que acordam no meio da noite chorando e para o cafetão que conta seu dinheiro sorrindo. Para nós, que queremos explodir por sonhar utopia. Pra eles que querem viver, amar e ler poesia. Encerro meu post sem ser clichê e digo a você que morrer feliz é somente sabendo que realizamos todas as nossas vontades. Que curtir a vida é na verdade saciar todas as nossas paixões. Gozar a vida é provar do doce e do salgado, é desfrutar o odor da existência. Saciar o beijo em quem nos ama e não dizer “te amo” em vão. Mas, eu sou igual a vocês. E essas linhas eu dedico para todos aqueles que se permitem errar. Como eu.

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Jardins da Mente Ensaio Sobre a Alegria

11 Comentários Add your own

  • 1. Julio Lagedo  |  março 26, 2007 às 1:08 pm

    Caramba, tem q comentar duas vezes?

    Ihhhh, e agora?

    Responder
  • 2. Juliana  |  março 26, 2007 às 2:25 pm

    Hum… eu adorei esse texto, achei demais, mas discordo em um ponto: não acho que morrer feliz seja satisfazer todas as vontades. Viver é pensar no amanhã, é pensar no futuro. Acredito que quem já tiver todas as vontades saciadas, não tem mais o que fazer por aqui…

    beijo

    Responder
  • 3. Paulo Fernando  |  março 26, 2007 às 3:40 pm

    Só erra quem tenta…
    Portanto, vivamos num erro profundo e crônico!

    Abraços

    Responder
  • 4. Nat  |  março 26, 2007 às 5:31 pm

    Eu SEMPRE entro aqui, mas NUNCA consigo comentar, não dá certo! Eu tento e não vai!
    Espero que esse vá.
    Que lindo, este último é muito especial. O erro. Me tocou, por você ter mencionado os moradores de rua – com quem converso às vezes também -, as putas, que também amo, o gozo que sempre procuro.

    Ah, tomara que teu blog aceite meu coment.

    Rs

    Beijo!

    Responder
  • 5. Nat  |  março 26, 2007 às 5:32 pm

    AEEEEEEEEEE!!!

    dessa vez foi!
    =)

    Responder
  • 6. Girassol  |  março 26, 2007 às 10:04 pm

    Olá.
    Também já andei a ver este cantinho e voltarei mais vezes, com toda a certeza.
    O relógio está adiantado tendo em conta a diferença horária, mas aqui a hora é aquela mesmo. =)

    Beijos

    Responder
  • 7. Sônia  |  março 27, 2007 às 1:26 pm

    Errar é humano. De erro em erro vamos aprendendo um pouquinho.
    Permita-me dizer que gostei muito do seu ácido poético…rs

    Bom dia!

    Responder
  • 8. Cau  |  março 27, 2007 às 2:27 pm

    Olá Bruno
    Realmente um lugar ‘ácido’ a se passar sempre. A capacidade de ver claramente esse lado feroz que teimamos em dar contornos mais amenos (geralmente não por nós, mas pelos outros).
    Mas, errar não é algo que se entenda fácil, mas é um bem necessário que nos mostra quem realmente somos diante da história hipócrita que nos fazem acreditar de nós mesmos.
    Eu erro, não com tanta satisfação quanto deveria, mas sei que é isso que faz de mim o que eu sou… melhor, pra mim!
    Também gostei daqui… Agradeço a visita e afirmo que nos encontraremos nestes caminhos entre o ácido e o Mar®.
    ;o)

    Responder
  • 9. Luz  |  março 27, 2007 às 2:31 pm

    Errar é humano, mas acertar também, agora aceitar o erro já não é tão humano. Várias pessoas não aceitam isso e vivem mal ou descontentes consigo mesmas. Eu digo para elas lerem mais quadrinhos, hahahahaha, se ajuda eu não sei, mas diverte!!!
    Tbm discordo, assim como a Juliana, da parte que vc diz sobre realizar todas as vontades e tal, mas o que seríamos de nós se concordássemos com tudo; não é mesmo?
    Beijo

    Responder
  • 10. Alê Quites  |  março 27, 2007 às 3:41 pm

    Erro demais da conta, sô! kkk
    Mas é muito importante receber dicas e toques.
    Ah! Eu uso “Eu te adoro” e também fico um tanto irritada por perceber que cartões, anúncios, revistas, entre outros, que deveriam servir de modelo, fazem mais estragos nas nossas cabeças.
    Beijos*

    Responder
  • 11. Alê Quites  |  março 27, 2007 às 3:45 pm

    Voltei! kkkk
    Estava com receio de confessar, que além de errar ortografia e regras gramaticais, sou uma pessoa erro. kkkk
    Uma vez li algo dizendo mais ou menos assim:
    “Se erro,
    erro novamente,
    e erro até provar,
    que só o erro tem vez…”
    Escrevi com certeza errado… Não me recordo das palavras exatas do grande poeta.

    Responder

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O Poeta Corrosivo:

Bruno Cazonatti - Carioca, balzaquiano. Um redator feito de resto das estrelas, que insere neste espaço os seus textos e segredos de muitas lembranças caladas, rascunhos amassados e a poeira dos pés da sua curta estrada.
Faz poesia barata com seus segredos revelados em textos compostos de desejos implícitos, e apimenta suas letras mudas, com contos imaginários, salpicados da acidez que aparece entre raios de sol e a tempestade de palavras com aroma de chuva.
Tudo isso, bem misturado às mensagens rabiscadas na essência da sua vida.
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