Jardins da Mente

março 21, 2007 at 5:55 pm 11 comentários

Jardins da Mente Ela senta ao meu lado e logo se aconchega no meu largo ombro. Resmunga algo sobre o amargo gosto da desilusão. Escuto calado, ouço em silêncio. Ela fala de problemas amorosos e de inúmeros romances falhos. Gagueja histórias de noites solitárias e madrugadas vazias. Linda, como uma flor. Agora, desfolhada pelos infortúnios da vida em rituais clichês de bem e mal me queres. Seus rubros lábios escondem agora o radiante sorriso alvo. Esqueceu-se de que o sofrimento de agora também é por culpa de seus espinhos. Eu a rego com minhas palavras de conforto e com o aconchego de meu abraço macio. Para ela agora, resta apenas aguardar por mais uma primavera. Para mim, apenas a esperança eterna de que ela me enxergue como seu jardineiro.

Entry filed under: Ácidos.

Lembranças de um Doce Cafuné na Cuca Permita-se

11 Comentários Add your own

  • 1. Juliana  |  março 21, 2007 às 7:09 pm

    ah, que lindoo!!!

    bjo

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  • 2. Iara  |  março 21, 2007 às 9:41 pm

    é jardineiro primoroso, nas suas mãos rosas não murcham. antes lindamente vivem, brilham, como coloridas provas de uma humanidade que clama por sensibilidade, que tem de sobra!

    bom demais tê-lo por perto, Bruno!

    um beijo…

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  • 3. ELIANA.  |  março 22, 2007 às 1:59 am

    OI Bruno!!Uauuu, que linda…ninguém nem de longe suspeita os sonhos que ha na alma desse jardineiro!! Quem pensa que esse jardineiro só sonha com terra, água e plantas? Esse jardineiro têm também sonhos de amor!! Jardins, sem amor, são belos e tristes. Mas quando o amor floresce o jardim fica perfumado e alegre. Esse é o segredo que mora na alma desse jardineiro, não é verdade, jardineiro?…adorei!!Beijão!!

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  • 4. Tânia  |  março 22, 2007 às 2:25 am

    Não sei por que mas sairei cantarolando ” Quando entrar setembro E a boa nova andar nos campos Quero ver brotar o perdão Onde a gente plantou juntos outra vez…”
    Saindo cantando e suspirando…
    Lhe deixando um beijo e uma margarida

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  • 5. Alê Quites  |  março 23, 2007 às 1:40 pm

    Feliz de quem tem um ombro amigo.
    Ela é amada e apesar de não perceber, pode sentir…
    Beijos*

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  • 6. Andrezinho  |  março 23, 2007 às 11:43 pm

    É, rubens, agora so falta vc inventar uma musica……rsrsrrs

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  • 7. Marília  |  março 26, 2007 às 3:29 am

    .

    jardins da mente…
    mentem…
    desmentem…
    mostram gentes…

    jardins, ora de pedras… ora de flores…
    apenas………….jardins.

    florescendo e morrendo a cada segundo que sua…

    jardiins.

    .

    Responder
  • 8. Girassol  |  março 26, 2007 às 10:28 pm

    Lindo este texto.
    Essa imagem de ternura e aconchego que transmite. Porque, existem momentos em que tudo o que necessitamos é de um ombro presente, de um jardineiro disposto a lutar pela felicidade de cuidar das pétalas delicadas da flor do seu jardim.
    E se ela sentir esse cuidado, essa presença, esse carinho, com certeza saberá que as suas raízes pertencem a esse jardim.

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  • 9. fabio jardim  |  março 27, 2007 às 4:16 am

    é esperar a chance de regar a flor. bela imagem criada com seu texto!

    Responder
  • 10. Luz  |  março 27, 2007 às 2:36 pm

    … são tantas violetas velhas sem um colibri/ queria usar quem sabe, uma camisa de força, ou de Vênus/ mas não vou gozar de nós apenas um cigarro…”

    Seu post me fez lembrar dessa música que eu tanto gosto. E vc, conhece? Gosta??
    (Chão de giz – na voz da Elba é tudo de bom).
    Bjo

    Responder
  • 11. Aline  |  março 27, 2007 às 10:23 pm

    Lindíssimo!

    um beijo!

    Responder

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O Poeta Corrosivo:

Bruno Cazonatti - Carioca, balzaquiano. Um redator feito de resto das estrelas, que insere neste espaço os seus textos e segredos de muitas lembranças caladas, rascunhos amassados e a poeira dos pés da sua curta estrada.
Faz poesia barata com seus segredos revelados em textos compostos de desejos implícitos, e apimenta suas letras mudas, com contos imaginários, salpicados da acidez que aparece entre raios de sol e a tempestade de palavras com aroma de chuva.
Tudo isso, bem misturado às mensagens rabiscadas na essência da sua vida.
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