Quem guia minha alma é você

março 5, 2007 at 6:13 pm 4 comentários

Agora somente a luz dos incensos. O nosso cheiro no ar aumenta e o gosto salgado é do suor em nossa pele. Fragrâncias múltiplas de libido. Bocas vorazes capazes de decifrar segredos infindáveis. Calor cáustico abafa o gelo do receio, ardor intenso grito de prazeres do corpo em apelo. Nus em pêlo. Não há mais controle após quebrarmos as regras de nossas vontades. Eu descubro seu ponto mais fraco, acertando em cheio os perímetros da sua emoção. Com a sua malícia, destrói a minha guarda e deixo o seu gingado derrubar minhas fronteiras. Acabar com nossas frágeis defesas. Sem armas, só garras. Êxtase e anseios, fascínio de sensações. Tudo é possível sem a existência de limites. Quem guia a minha alma é você. E tudo o que nos faz bem a gente agarra. Com unhas, dentes, beijos e abraços. Com braços, pernas e nossa única gargalhada de deleite. Agora somente a luz dos incensos. Para nunca mais termos medo do escuro

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Rabiscos da Vida Ampliando o Horizonte – Reloaded

4 Comentários Add your own

  • 1. __Felícia Lun'azul__  |  março 5, 2007 às 7:43 pm

    Delícia de texto, Bruno, delícia.
    Prá nunca mais temer escuros,
    As mãos coladas em verso,
    Os corpos quentes fundidos
    Beijo e calor na letra que pede,
    A poesia que sente.

    Vem me fazer uma visita?
    Saudades…

    Beijos, beijos,
    Felícia.

    Responder
  • 2. ariane  |  março 7, 2007 às 1:04 am

    …a acidez não sei onde foi parar, mas a sedução fez morada nestas linhas…

    gostei!

    por isso voltarei…

    bjs

    Responder
  • 3. Anônimo  |  março 7, 2007 às 10:32 pm

    Ah, cheiros de seres humanos, dois, dentro de um quarto fechado, cheiro rebolando no ar, cheiro de incenso de canela, cheiro de cabelo recém lavado, cheiro de suor e de desejos, cheiro de terceiras intenções, cheiro de vais, de vens, de vento que passa pela janela mal fechada, cheiro de luz pouca, cheiro de meia lua, cheiro de devaneio, de feromônio, cheiro de mulher de pernas semi abertas, cheiro de homem de ponta cabeça.

    Cheiro de línguas roçando.

    Cheiros.

    Incensos, sensações.

    Esse texto me trouxe um cheiro.

    =)

    Responder
  • 4. Aline  |  março 8, 2007 às 2:08 am

    Essas palavras deixaram cheiros por aqui… :*

    Beijo.

    Responder

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O Poeta Corrosivo:

Bruno Cazonatti - Carioca, balzaquiano. Um redator feito de resto das estrelas, que insere neste espaço os seus textos e segredos de muitas lembranças caladas, rascunhos amassados e a poeira dos pés da sua curta estrada.
Faz poesia barata com seus segredos revelados em textos compostos de desejos implícitos, e apimenta suas letras mudas, com contos imaginários, salpicados da acidez que aparece entre raios de sol e a tempestade de palavras com aroma de chuva.
Tudo isso, bem misturado às mensagens rabiscadas na essência da sua vida.
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