O Sorriso Não Tarda Para quem Tropeça no Próprio Cadarço

fevereiro 28, 2007 at 2:36 pm 6 comentários

E então, ela direcionou seus olhos alvejando os meus. Doce castanho cinza radiando a aurora de suas angústias. Balbuciou em tom grave as palavras afiadas com lâminas de certeza.
“Até penso em querer ser apenas sua”.
Percebi o hiato entre ser próximo e distante e digeri sua aflição enquanto ela me fulminava com seu medo de parecer tão infantil. Mesmo com seus quase trinta anos.
“Gostei de ser criança, apenas ontem. Agora não quero a falta de me sentir velha”
Ah, meu doce. Tão meiga e sensata. Atingindo o âmago de minhas fantasias. Mas, ela está certa sempre. E não deixou suas pupilas naufragarem em lágrimas baratas. E eu permaneci estagnado no meu abandono repentino, imoral. Seria mais uma de minhas tantas faces, desmembrando meus casos e lavando essa minha alma marcada pelos erros e acertos. Sabendo sempre, o final.

Entry filed under: Ácidos.

Segredos Sem Amor Rabiscos da Vida

6 Comentários Add your own

  • 1. Juliana  |  fevereiro 28, 2007 às 6:13 pm

    Belo..

    beijo

    Responder
  • 2. naty  |  fevereiro 28, 2007 às 7:11 pm

    Olá obrigada pela visita,o seu blog tb é um encanto.
    bjs naty

    Responder
  • 3. Nanna  |  fevereiro 28, 2007 às 7:34 pm

    OI, querido… Eu sempre venho aqui, mas tô sem tempo pra comentar… 🙂 Seguinte… Preciso falar com você… Cê tem msn Se tiver, me adiciona… nannacbran@yahoo.com.br Aí a gente conversa melhor… Quero te fazer um convite…

    Beijinhos…

    Responder
  • 4. señorita p.  |  março 1, 2007 às 11:15 am

    Começa que eu gostei do título do post já… simples e extremamente verdadeiro. E o texto, então, idem!

    Você fez de um momento que poderia ter sido banal um momento mágico! Belas palavras!

    Gostei daqui tb, viu, mocinho… obrigada pela visita e volte sempre!

    Responder
  • 5. Natacha  |  março 1, 2007 às 11:15 pm

    E quem caiu, levanta. E cai novamente, então não tem mais medo de cair: já conhece a queda. Nem mais se preocupa com o cadarço.
    Mas sabe que as grandes certezas femininas são provenientes das mais irrequietas inseguranças. Você já sabe disso, não é novidade: ” enquanto ela me fulminava com seu medo de parecer tão infantil”.
    Todos sabem que as mulheres quase sempre estão certas.
    Resta apenas uma dúvida, que ficou no ar. Esta novela eu não acompanho.
    O final é do leitor?

    Beijos

    Responder
  • 6. Fabi  |  março 2, 2007 às 2:31 am

    É isso aí amigo, erros e acertos…E quem não tem medo de errar??!!!! Passei pra rever-te e desde já deixar o desejo de um bom fim de semana! Bjos, Fabi.

    Responder

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O Poeta Corrosivo:

Bruno Cazonatti - Carioca, balzaquiano. Um redator feito de resto das estrelas, que insere neste espaço os seus textos e segredos de muitas lembranças caladas, rascunhos amassados e a poeira dos pés da sua curta estrada.
Faz poesia barata com seus segredos revelados em textos compostos de desejos implícitos, e apimenta suas letras mudas, com contos imaginários, salpicados da acidez que aparece entre raios de sol e a tempestade de palavras com aroma de chuva.
Tudo isso, bem misturado às mensagens rabiscadas na essência da sua vida.
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