Diário de Bordo

fevereiro 22, 2007 at 11:59 am 8 comentários

Estimados leitores (as)

Desculpem a ausência
Estava navegando minha poesia pelo Rio Paranapanema, que divide as terras de São Paulo, Paraná. Não fui passear, mas fiz de meu trabalho um passeio-aprendizado. Fui documentar uma iniciativa no Pontal do Paranapanema que resgata a mata atlântica e a biodiversidade da região. Lindo projeto. E como jornalista-indagador, escutei lendas, descobri histórias e estórias e fiquei maravilhado com a imensidão do “Panema”.Como é lindo. Eu só conhecia através da Geografia ensinada no primário colegial. E quando me deparei com as águas, com as matas e a natureza exuberante, percebi que ainda resta esperança naquela pontinha de Brasil. Redigi meu texto institucional, mas, não deixei de lado o meu sentimento poético ácido. Rascunhei umas linhas as margens do Rião.
Só pra pontuar, meu carnaval foi aqui no Rio, o de Janeiro mesmo. Nada de Sambódromo. Apenas Blocos (O Bola Preta estava Entupido!), sol e piscina. As praias estavam abarrotadas, nem ousei chegar perto. Mas, os raios de sol já clarearam muitas poesias para serem digeridas aqui no meu espacinho. Aos poucos retorno o ritmo ácido e coloco nos eixos do blog meu linguajar poético.

Segue meu rascunho:

Imensidão de natureza
Vista sedutora
Paranapanema
Vontade de se jogar, mergulhar
Criar asas, flutuar
Sol calmo, brisa suave
Natureza sorridente que invade
Pulmão agradecido pelo ar puro
Raro, quase nulo
Homem burro, besta
Destrói seu ninho em busca de riquezas
Estúpido irracional
Nem o relatório da ONU lhe deixa mal
Encho os pulmões
Escuto a canção da Terra
E o som da Mata Atlântica pede socorro
O coro da biodiversidade clama por amor
Imensidão de natureza
Vista sedutora
Até quando?

Entry filed under: Ácidos.

Sem Você Não Existe Hoje Almas Consolidadas

8 Comentários Add your own

  • 1. ELIANA.  |  fevereiro 22, 2007 às 3:32 pm

    Oi Bruno, eu já estava com saudades mesmo !!Que bom que você aproveitou bastante e voltou com essa disposição!!Linda essa sua poesia…de fato o homem é um ser muito bobo mesmo que destrói a natureza em busca de riqueza e não percebe o quanto está perdendo!!Vamos fazer a nossa parte e cuidar mais do nosso planeta…ele só nos devolve belezas e…vida!!Bruno, tenha um ótimo dia!!Beijos!!

    Responder
  • 2. Juliana  |  fevereiro 22, 2007 às 6:19 pm

    Adorei!
    belos versos e bela viagem… por essas e outras me formarei jornalista tb..

    beijo

    Responder
  • 3. naty  |  fevereiro 22, 2007 às 7:27 pm

    Bonito gostei.
    bjs naty

    Responder
  • 4. Andy.  |  fevereiro 22, 2007 às 8:28 pm

    Oi Bruno, otimo poema, imagino que o texto institucional tenha ficado otimo tb.

    Responder
  • 5. Fabi  |  fevereiro 23, 2007 às 12:05 am

    Que bom te ver no meu cantinho Bruno! E que bela viagem pela natureza vc fez! O poema reflete claramente seus sentimentos! A natureza é mesmo algo de maravilhoso, penso que ela é a assinatura de Deus em nossas existências, mas, infelizmente, não recebe o devido valor por grande parte dos homens…Adoro seus textos e seus poemas! Bjoss pra vc e ótimo fim-de-semana! Fabi:)

    Responder
  • 6. Luz  |  fevereiro 23, 2007 às 11:09 am

    Você voltou!
    Conte-nos mais sobre essa maravilhosa viagem!!!
    bjo

    Responder
  • 7. ki-colado  |  fevereiro 23, 2007 às 11:45 am

    O bom é poder vivenciar fatos que engrandecem a alma relatando-os de forma alegre, objetiva, descontraída, ou poética. O bom é poder escrever, seja como for, visto que somos gotinhas d’agua tão cintilantes quanto brilhantes. Parabéns! pela sua acidez!

    Responder
  • 8. karina  |  março 25, 2007 às 11:03 pm

    adorei bem esplicado e lindo

    Responder

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O Poeta Corrosivo:

Bruno Cazonatti - Carioca, balzaquiano. Um redator feito de resto das estrelas, que insere neste espaço os seus textos e segredos de muitas lembranças caladas, rascunhos amassados e a poeira dos pés da sua curta estrada.
Faz poesia barata com seus segredos revelados em textos compostos de desejos implícitos, e apimenta suas letras mudas, com contos imaginários, salpicados da acidez que aparece entre raios de sol e a tempestade de palavras com aroma de chuva.
Tudo isso, bem misturado às mensagens rabiscadas na essência da sua vida.
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