Sobre aquilo que eu ainda não sei

janeiro 26, 2007 at 4:57 pm 3 comentários

Dirigindo na velocidade dos meus pensamentos, o vento estupra meu rosto e eu não quero saber de nada muito certo esta noite. No rádio o rock não é balada e o som distorcido da guitarra me faz refém de meus sonhos de metais. Vou rumo ao meu tempo doido da sexta-feira insólita. Meus amigos estão em todas as partes. Os instantâneos, os de sempre, os antigos e os que ainda vão ser pós-ladainha maluca de minha louca cultura arcaica. Sem nenhuma regra, sem juízo. Apenas os flashes emitidos pelos pardais a cada infração besta de rodovia vazia. Ninguém. Pra dizer o que fazer, pensar ou agir. Só eu e mim. Álcool, música, dança, flertes, papos ralos, vida que segue. Estrada sem limites. Bêbado, insano, voraz, sagaz. Entro no boteco consciente da minha inconsciência e peço uma gélida cerveja. Babo pela linda ruiva loira, quase que morena, no canto do bar fumando um beck despreocupadamente lúcida com quem possa chegar para autuá-la. O reggae curtido invade o recinto e contempla nossas mentes com as mensagens de Jah. Balbucio “Garçom, completa o meu copo!” e acordo com um tabefe no lado esquerdo vermelho do meu rosto rechonchudo. Devagar abro os olhos e vejo a cara dos meus problemas que não fogem, apesar do teor etílico em meu sangue e mente. A verdade é a melhor pancada no meio da cara pra sabemos que do nada vamos e viemos. E eu já fui, faz tempo. Seu e dela. Agora sou simples assim, só de mim.

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Fez-me estúpido Copo de Vidro de Requeijão Sujo

3 Comentários Add your own

  • 1. Juliana  |  janeiro 26, 2007 às 5:27 pm

    ah, que viagem de post! (no bom sentido, claro!)
    e valeu pela dica.. gostei daqui, sabe??

    beijo

    Responder
  • 2. Luz  |  janeiro 28, 2007 às 9:49 pm

    Doido! Assim, só como o álcool consegue nos deixar.
    Beijo.

    Responder
  • 3. paulina jello  |  janeiro 29, 2007 às 6:50 pm

    acho que tenho saudades de ser só minha…

    Responder

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O Poeta Corrosivo:

Bruno Cazonatti - Carioca, balzaquiano. Um redator feito de resto das estrelas, que insere neste espaço os seus textos e segredos de muitas lembranças caladas, rascunhos amassados e a poeira dos pés da sua curta estrada.
Faz poesia barata com seus segredos revelados em textos compostos de desejos implícitos, e apimenta suas letras mudas, com contos imaginários, salpicados da acidez que aparece entre raios de sol e a tempestade de palavras com aroma de chuva.
Tudo isso, bem misturado às mensagens rabiscadas na essência da sua vida.
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