Fez-me estúpido

janeiro 23, 2007 at 11:18 am 3 comentários

Tragou-me como um cigarro do seu maço. Embebedou-me com seu perfume. Embriagou-me com seu cheiro. Devorou-me com seu olhar, atiçou-me com seus lábios. Todos os lábios. Sufocou-me com o seu gemido, me prendeu entre as suas pernas, matou a sua vontade com minha libido. Estou de ressaca com seu feitiço. Amarrou-me como sua presa, na cama. Provou-me, usou-me, abusou de todo o meu ser. Entregou-me o seu ventre, navegou em meu mar ardente. Possuiu meus poros, arrebatou-me. Me sugou, me engoliu. Deu-me o seu ouro, me fez um tolo seu. Todo. Supliquei, implorei. Deleitou-se de mim. Gozou de mim, me gozou. Prendeu-se em mim, atou-me em seu seio. Pegou suas roupas e se foi. Cuspiu-me. Deixou-me só na cama a deriva. Eternizou-se na memória. Vadia.

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Entry filed under: Ácidos.

Para construir com meus risos, o seu sorriso. Sobre aquilo que eu ainda não sei

3 Comentários Add your own

  • 1. Cabrita  |  janeiro 23, 2007 às 12:12 pm

    falei pra nao colocar aki nossa hitoria!! eu sou assim!!! nao gosto de carinho depois.. perfiro levantar, as vezes, tomar um banho, e ir-me….. desculpe, mas sempre serei uma vadia vazia…

    Responder
  • 2. Bruno Cazonatti  |  janeiro 23, 2007 às 12:17 pm

    Mesmo assim te amo cabrita…

    Responder
  • 3. Juliana Pestana  |  janeiro 26, 2007 às 3:08 am

    Bom texto… daqueles que instiga, castiiiiiiiga! rs

    bjinhos meus.

    Responder

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O Poeta Corrosivo:

Bruno Cazonatti - Carioca, balzaquiano. Um redator feito de resto das estrelas, que insere neste espaço os seus textos e segredos de muitas lembranças caladas, rascunhos amassados e a poeira dos pés da sua curta estrada.
Faz poesia barata com seus segredos revelados em textos compostos de desejos implícitos, e apimenta suas letras mudas, com contos imaginários, salpicados da acidez que aparece entre raios de sol e a tempestade de palavras com aroma de chuva.
Tudo isso, bem misturado às mensagens rabiscadas na essência da sua vida.
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