Sem Freio de Mão

janeiro 8, 2007 at 12:54 pm 2 comentários

Deixa-me acelerar na sua auto estrada. Sem medo. Apague o sinal vermelho e acenda o verde pra me deixar passar. Não coloque pardais para controlar a velocidade quando eu percorrer as suas curvas. Retire os quebra-molas para que eu nunca reduza a minha velocidade. Sem receio. Remova as placas de sinalização pra que eu, sozinho, possa encontrar o melhor caminho para o seu prazer. Não me peça para frear. Deixe pra trás a poeira e o passado fica no retrovisor. Não tenho medo de ajustar o motor pra entrar no seu caminho. Não tenho temor pelo guarda. Deixo-me multar por você. Não me dê os limites da sua velocidade. Deixa-me rodar no seu asfalto, fazer você gastar todo o meu pneu. Não me largue no acostamento. Quero atropelar e ser atropelado com toda a nossa vontade. Rapidez. Sem lentidão ou tráfego intenso pra colidir em cheio com seu coração

Entry filed under: Ácidos.

Equívoco Covarde Esc

2 Comentários Add your own

  • 1. cabrita  |  janeiro 8, 2007 às 12:59 pm

    nao leio

    Responder
  • 2. Chandelinho  |  janeiro 9, 2007 às 2:18 am

    easy rider total!

    Responder

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O Poeta Corrosivo:

Bruno Cazonatti - Carioca, balzaquiano. Um redator feito de resto das estrelas, que insere neste espaço os seus textos e segredos de muitas lembranças caladas, rascunhos amassados e a poeira dos pés da sua curta estrada.
Faz poesia barata com seus segredos revelados em textos compostos de desejos implícitos, e apimenta suas letras mudas, com contos imaginários, salpicados da acidez que aparece entre raios de sol e a tempestade de palavras com aroma de chuva.
Tudo isso, bem misturado às mensagens rabiscadas na essência da sua vida.
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