Sobre Rabanadas, Vinhos e a Vida

dezembro 26, 2006 at 10:40 am 3 comentários

Os badalos do sino acabaram de soar. Natal já é pretérito e o tempo corre de encontro ao novo ano que vem. Fixo meus olhos nos piscas da lâmpada e lanço pensamentos bons imaginando poesia junto com as cores que brilham na minha mente. Nuances escorrendo entre o hiato das minhas novas aspirações e a inspiração na busca de um sonho mais concreto. Tudo tão curioso. O legal mesmo, era enxergar a brisa do mar passeando pelos lábios de uma sereia com um largo sorriso espelhado. A trilha sonora naquele fim de madrugada não era a minha predileta. Gostaria de mergulhar num reggae curtido. E a imagem turva da mais bela fada ao longe da minha viagem etílica, fugia de tudo o que eu imaginava que o amor fosse. Desconstruindo meu castelo de versos românticos. Todas as cores, cheiros, sentimentos e sofrimentos eram os moldes perfeitos para alma de um romântico piegas. E os ventos ronronavam, os verbos sonhavam e o coração naufragava em areia. Desilusão. O sabor do vinho escorregando goela à dentro se misturava ao doce da rabanada e o paladar sempre buscava o gosto pela vida. Lembrei-me dos dias em que rasgava os papeis dos presentes com um brilho no olhar. Um menino que aguardava ansioso pelo seu novo brinquedo. Agora vejo que a vida vem embrulhada para que possamos a cada dia desvendá-la.

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Zilef LataN Esperança Sagrada

3 Comentários Add your own

  • 1. Julio Lagedo  |  dezembro 26, 2006 às 4:32 pm

    Tim Tim

    Responder
  • 2. Tania rubia  |  dezembro 26, 2006 às 7:22 pm

    Olá,Bruno! tudo bem ? Bruno gostei muito do seu texto muito bom e Bruno muito o brigado pela visita colocarei o seu blog no meu beijos e feliz ano novo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Tânia rúbia!!!!

    Responder
  • 3. Patti Maionese ou frita rabanadas  |  dezembro 27, 2006 às 6:44 am

    Nossa, roupagem nova? foi presente de papai noel ?
    não falo da embalagem ou do endereço, mas sim do texto que tá mais maduro, claro e limpo. Lapidando…nada melhor que o exercício…eu ando atrofiada na poesia, mas ainda admirando vc escrever!

    beijo saudoso,
    formou mesmo dia 28, não vá esquecer.

    Responder

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O Poeta Corrosivo:

Bruno Cazonatti - Carioca, balzaquiano. Um redator feito de resto das estrelas, que insere neste espaço os seus textos e segredos de muitas lembranças caladas, rascunhos amassados e a poeira dos pés da sua curta estrada.
Faz poesia barata com seus segredos revelados em textos compostos de desejos implícitos, e apimenta suas letras mudas, com contos imaginários, salpicados da acidez que aparece entre raios de sol e a tempestade de palavras com aroma de chuva.
Tudo isso, bem misturado às mensagens rabiscadas na essência da sua vida.
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