Quimera

dezembro 20, 2006 at 1:22 pm 2 comentários

Sonhei com ela. Linda! Vestido azul bailando com a brisa, olhos brilhantes e negros me desvendando em cada detalhe. Suspiro.
“Venha!” chamei. “Hoje eu quero te fazer perder o juízo!”
Foi assim que tentei convencê-la a sair da segurança da sua estrada e invadir o meu mundo. Afastar-se da nostalgia e rotina para caminhar descalça pelo meu labirinto. Queria dar-lhe a mão para irmos juntos conhecer o futuro, deixando de lado toda a incerteza do nosso passado. Sem medo.
Ela não quis. Recusou-me. Temor?
Contou-me que prefere estar no conforto do seu quartinho, a se arriscar em conhecer novas cores do meu caminho. Não queria bailar na minha chuva, por medo de se resfriar. Não tinha coragem de navegar no meu mar, com receio de se afastar do seu porto seguro.
Qual era o meu defeito? A poesia?
Queria ser o ator principal na nossa peça de teatro, ela preferia ser coadjuvante no seu solitário cinema.
O que era todo esse receio? A minha alegria?
Não, tudo é um devaneio.
Ela não poderia ser meu tudo, se me enxergava como seu nada. Não conseguiria fazer com que ela pintasse suas cores no meu quadro branco, se ela tinha medo de libertar sua arte do pincel.
Eu quero apenas acordar deste sonho.

Entry filed under: Ácidos.

Renascer na Manhã Zilef LataN

2 Comentários Add your own

  • 1. vento  |  dezembro 20, 2006 às 4:31 pm

    brigada pelo elogio. gostei muito dos teus textos também, mas me deixaste curiosa… nos conhecemos? onde encontrou meu blog?

    beijos!

    p.s: estará linkado lá no just to be assim que eu tiver como logar e assim que eu descobrir quem tu és, óh, ser! ehiuahieu :*

    Responder
  • 2. vento  |  dezembro 20, 2006 às 6:31 pm

    Legal! Acho que dá pra formular uma idéia de como eu escrevo, em cima de alguns textos do blog – não todos. Se quiser lê-los ficarei muito honrada… Gosto de alguns textos antigos e ultimamente tenho escrito coisas não tão boas assim…

    Farei o mesmo por aqui, se me permites! Haha, assim que tiver um tempo. E te aidionarei lá na lista de blogs amigos também!

    Aparece por lá quando quiser, aparecerei por aqui sempre, Espero que isso seja um começo de nova amizade. Beijos!

    Responder

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O Poeta Corrosivo:

Bruno Cazonatti - Carioca, balzaquiano. Um redator feito de resto das estrelas, que insere neste espaço os seus textos e segredos de muitas lembranças caladas, rascunhos amassados e a poeira dos pés da sua curta estrada.
Faz poesia barata com seus segredos revelados em textos compostos de desejos implícitos, e apimenta suas letras mudas, com contos imaginários, salpicados da acidez que aparece entre raios de sol e a tempestade de palavras com aroma de chuva.
Tudo isso, bem misturado às mensagens rabiscadas na essência da sua vida.
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