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Relaxa, Querido (reloaded)
Línguas inquietas e pálpebras umedecidas pelo entorpecer de cada toque nos poros. Silêncio. Da sala para o quarto e na cama king size, no tamanho de nosso prazer. Faísca nos riscar de fósforo e ardência em brasa de nossos corpos em chama.
Chamou-me pra sentar ao seu lado e tragar a fina erva boliviana. Faltou ar. Asmática, precisava de sua bombinha. Logo agora que eu trilhava o caminho rumo ao seu vértice mais afável. Verifiquei com a palma de minha mão as covas rasas de suas pernas. Ela tímida balbuciou algo como estrias e celulites. “Que mal há nisso, mulher?” O ímpeto corre agudo ao norte, de frente ao finito profundo. Negação. Vasculhava em sua bolsa a bomba de ar e eu doido em nervos para bombardear-lhe em cheio. “Calma”.
Gelo, um cubo para ouriçar seus mamilos. “Ai, gelado” -ronronou. “Chata”, pensei. Leite moça, para melar o seu sexo lambuzado de vontade. “Não, isso é nojento”. Remexia seus pertences e nada de achar o spray pra jorrar goela a dentro. Eu pensando saliências, com a firme ereção de meu pensamento pagão. “Não dá”. Como não dava? O motel era caro, o vinho já estava com as 10 parcelas no cartão (com juros) e eu já estava posto seminu, na cueca samba-canção e minhas meias finas. “Sem meu sprayzinho, não dá”. Indaga cruel. O prazer, antes grudado nas entranhas agora tinha a exata proporção de uma brochada clássica. Desanimei.
O menino dormiu profundo pra não acordar mais. “Relaxa querido, isso acontece…” Porta a fora, se foi rumo à farmácia 24hs na esquina. Ela, o meu tesão e a minha nuvem carregada de testosterona. Trancafiei-me em minha frustrada aventura. E logo ela, toda formosa e sorridente, mostrou-se assim tão, tão…insuportável! Sim, talvez fosse culpa da samba-canção ou das meias. Ou seria o incenso, o vinho, o ar gélido do quarto. Não sei. Só sei que homem come de tudo, incluso as feias. Mas, as chatas não! Essas a gente nem degusta.
7 comments Julho 15, 2009
