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Como se Fosse Uma Nova Experiência
Eu abraço o mundo. Sem medo, ou hesitação. Cauteloso, porém intempestivo. Com pressa e depressa, porque o relógio nunca pára. E são brindes para comemorar, copos a virar, e lágrimas de choros. Por dor ou amor. Muitas bocas beijadas, vontades saciadas e histórias contadas, muitas vezes inventadas. Tudo isso mais e mais, novamente e outra vez. Respirando e suspirando cada dia como se fosse uma nova experiência.
Promessas que nunca foram cumpridas. Estradas compridas e amores em curta temporada. Paixões sazonais. Eu acerto e erro, pois não tenho o dom de saber que não posso ser o mesmo após um piscar de olhos. Tantas ruas e esquinas. Luzes e retinas. Noites e dias que só posso trazer comigo em lembranças tardias. Palavras que eu não poderia ter pronunciado, outras que eu deveria ter balbuciado noutro tom. Tem vez que é assim, fica o dito pelo não dito. Para quê ser tão certo?
Sou definitivamente assim, indefinido. Antiquado e despojado. Como aquela sensação de acordar cedo num domingo cinza e ficar observando a chuva cair. Sem pretensão ou compromisso, apenas enrolado nas cobertas, repleto de preguiça e moleza. Tanta pouca coisa boa que eu aprendo no percurso da estrada. Sem mapas, para não perder as surpresas. E assim vou fazendo e refazendo amigos, amores e razões. Disseminando minha essência e espalhando minha vida, tal menino que corre em direção ao mar.
11 comments Janeiro 13, 2009
