Basta que Haja
Homem de meia idade não está mais naquela fase de experimentar. Claro que sempre é bom descobrir novos ventres e deltas diferentes, mas não é como há uns dez anos, onde qualquer cocota caberia no peito. Ou na cama. Tem que ser tudo bem escolhido, pois senão dá merda na certa. Sim, porque todas as mulheres são iguais e os defeitos variam de uma para outra. Ele sabe disso. Tem a mulher-garota que sequer vale nem os quilômetros até motel. E tem a mulher-loba, madura, que não vale o fôlego jovial de uma boa transa. Claro que trepar é bom pra cacete, mas ele não está querendo pontuar o prazer maravilhoso das fodas, mas sim da foda que é se apaixonar por uma mulher que mexeu com ele muito além da cama.
Esta coisa de se apaixonar perdidamente num espaço curto de tempo – como acender um fósforo e deixá-lo queimar até as pontas dos dedos – é uma coisa muito precoce. Cilada na certa. Mas, não é assim que nascem grandes paixões? Tudo bem que tem uma pessoa que lhe gosta demais, mas, se hoje ela não o deixa mais o coração em chamas, a mente peca e o corpo busca atalhos. Safadeza? Pode até ser, mas se o pensamento já desafina quanto a regras, é sinal que ele se deixou levar por esta bobagem de amor novamente. Olha, coração não é lugar comum não, cara! Mas tem sempre alguém que acaba por se esconder por ali, sabe? Fazer o quê, acontece.
Ainda bem que existe esse lance de receio. Ele sabe que não pode trocar o certo pelo que ainda deixa dúvidas. Arriscar a segurança de uma rotina e se jogar de cabeça numa aventura não é para qualquer um. Medinho ou covardia, malandro? Espera aí, mas e ela? O que ela quer com você? De repente sente a mesma coisa, mas precisa ter os pés no chão. Então, meu irmão, engole o choro e não chama pela mamãe. Seja homem, porra! Eu sei que ele tem bom senso e culhões, mas não custaria nada tentar o acaso. Falta-lhe justamente o ímpeto de moleque, coisa que se perde com o passar do tempo. E assim, ele fica tentando em vão sentir que não é preciso motivos que bastem, basta que haja ela.
1 comment fevereiro 3, 2010
Pra Tu

Mais leio que rascunho. Escrita ausente. Deixei as mensagens natalinas e os desejos de um bom novo ano de lado. Tempo escasso, repleto de preguiça. Se eu tentasse delinear palavras, seriam clichês. Então, porque eu escrevo agora?
Pra mim
Pra nós
Certamente não para pedir perdão, ora! E daí, quem liga? Aqueles que não querem morrer? Balela! Não, mas tem alguns que querem evitar o surto. Culpa do cotidiano. O que fazer para sair do senso comum? Sonhar.E, além de fazer viajar, o que mais adianta sonhar?
Pra evitar a dor.
Pra voar mesmo com os pés no chão.
Despejo palavras para criar histórias, surrupiar falácias, sucumbir erros, anuviar pecados e nem sempre contar verdades. Não, não tem essa coisa de empurrar pela goela abaixo! Se você quiser, pode vomitar todos os sentimentos por si.
Dedo na garganta
Bulimia
São tantas coisas a escrever, muitas a dizer. Viés que já não lembro a tonalidade, mas sei de cor. Colorido. Mas, pra quê tantas desculpas ou justificativas enfadonhas?
Pra pedir perdão
Pra desejar tudo de bom, não somente em épocas sazonais
Primeiro a saúde, prosperidade é consequencia. Cuide-se, permita-se. É possível existir além de todos os questionamentos plausíveis.
4 comments janeiro 8, 2010
